Presidentes das maiores companhias dos EUA ignoram redes sociais

quinta-feira, 25 de junho de 2009 11:23 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - Os presidentes das principais companhias norte-americanas estão afastados das redes sociais, segundo um novo estudo que diz que os executivos deveriam ser mais conectados aos clientes.

A pesquisa foi conduzida pelo blog UberCEO.com, que consultou a lista dos 100 presidentes-executivos de 2009 da revista Fortune, para determinar quantos estavam usando Facebook, Twitter, LinkedIn, Wikipedia ou tinham um blog e descobriu que a maioria está ausente na crescente comunidade de redes sociais.

O estudo encontrou apenas dois executivos com conta no Twitter, enquanto 81 por cento dos pesquisados afirmaram não ter uma página pessoal no Facebook.

Somente 13 presidentes-executivos mantinham perfis no site de relacionamento profissional LinkedIn. Três executivos se destacaram com mais de 80 conexões, sendo todos de companhias de tecnologia como Michael Dell, Gregory Spierkel, da distribuidora de produtos tecnológicos Ingram Micro, e John Chambers, da Cisco Systems.

Nenhuma das pessoas listadas pela Fortune tem um blog. "Eu estou chocado que os principais presidentes-executivos podem parecer ser tão desconectados do modo com o qual os próprios clientes estão se comunicando. Eles estão dando a impressão de que estão desconectados, desocupados e desinteressados", afirmou Sharon Barclay, editor do UberCEO.com

"Sem dúvida regulamentos como Sarbanes-Oxley e Reg-FD tornam os presidentes-executivos cautelosos sobre se comunicar livremente, mas eles estão perdendo uma fabulosa oportunidade de se conectar com o público-alvo e aumentar a visibilidade da companhia", informou o Barclay, referindo-se às regulações financeiras com a intenção de proteger investidores.

Os sites de rede social estão se expandindo. Dados recentes da Nielsen Online mostraram que o número de minutos gastos neles nos Estados Unidos dobraram no último ano.

 
<p>Mark Zuckerberg, presidente do Facebook. Os presidentes das principais companhias norte-americanas est&atilde;o afastados das redes sociais, segundo um novo estudo que diz que os executivos deveriam ser mais conectados aos clientes.</p>