Smartphones e redes sociais beneficiarão publicidade móvel

segunda-feira, 29 de junho de 2009 10:03 BRT
 

Por Cyril Altmeyer

PARIS (Reuters) - A publicidade direcionada a celulares deve decolar realmente dentro de dois ou três anos, impulsionada por aplicativos em celulares inteligentes e pela popularidade crescente de redes sociais como o Facebook.

Executivos que participaram do festival publicitário de Cannes, na semana passada, informaram a Reuters que as economias emergentes também são promissoras, ainda que a falta de um padrão mundial de telefonia móvel possa desacelerar o desenvolvimento.

À medida que mais consumidores adotam novas tecnologias e aparelhos como os celulares inteligentes, exemplificados pelo iPhone, da Apple, a publicidade em celulares deve crescer em média 45 por cento ao ano e atingir os 28,8 bilhões de dólares em cinco anos, ante o movimento atual de 3,1 bilhões de dólares anuais, de acordo com a Ineum Consulting.

"Lançamos muitas campanhas de telefonia móvel pela primeira vez, nos últimos três anos. Pessoas novas chegam a cada semana", disse David Kenny, sócio diretor da VivaKi, divisão digital do grupo publicitário francês Publicis.

Redes sociais como Facebook, que estão se tornando "cada vez mais móveis", e aplicativos para o iPhone serão propulsores cruciais, disse ele.

David Jones, presidente-executivo mundial da Havas Worldwide e da Euro RSCG Worldwide, afirmou que os anunciantes precisavam ser mais criativos para aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pelos celulares.

"Se você é interrompido a cada dois minutos por publicidade, isso não será algo que muita gente vai desejar. O setor precisa desenvolver maneiras inteligentes e espertas de atrair as pessoas usando celulares", disse.

Scott Howe, vice-presidente do grupo de soluções para anunciantes e editoras da Microsoft, previu que a publicidade em celulares responderá por entre cinco e 10 por cento do movimento total de publicidade mundial dentro de cinco anos.

Mercados emergentes como a América Latina ou a África, nos quais "as pessoas provavelmente terão um aparelho móvel antes de terem um PC conectado", parecem promissores, acrescentou.