Site de vídeos Joost corta serviços e funcionários, perde CEO

terça-feira, 30 de junho de 2009 20:46 BRT
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - O Joost, pioneiro ao trazer filmes e programas de TV para a Internet, está abandonando seu serviço para o consumidor, e irá cortar empregos, além de perder seu presidente-executivo famoso em sua luta para encontrar lucros e sobreviver.

A empresa afirmou nesta terça-feira que irá mudar sua estratégia para servir como uma plataforma de vídeo para empresas de mídia, como provedoras de TV a cabo ou satélite, além de redes de televisão. Isso os distancia cada vez mais de ser, em primeiro lugar, um site para consumidores.

"Nesses tempos difíceis, economicamente, tem sido um desafio cada vez maior continuar operando como uma plataforma de vídeo online independente, sustentado por propaganda", afirmou o agora ex-presidente-executivo Mike Volpi, que deve continuar seu envolvimento com Joost, mas como chairman.

A empresa tem contratos de programação com a CBS, a Viacom e a Warner Bros, entre outros.

O Joost foi lançado em 2007 em meio a muito furor, como a nova aposta dos fundadores do Skype Janus Friis e Niklas Zennstrom. Antes do Skype, os empresários suecos já haviam fundado o KaZaa, um serviço de compartilhamento de arquivos que foi muito popular entre fãs de música e entretenimento. Volpi, que foi um dos talentos da Cisco Systems, entrou para o Joost logo após seu lançamento.

Mas o Joost não conseguiu se tornar o maior site de seriados e filmes, perdendo essa posição para o Hulu.com, uma joint-venture entre a News Corp, a NBC Universal e a Walt Disney, que foi lançado por volta da mesma época.

O número de espectadores do Hulu cresceu rapidamente no último ano e ele é hoje o segundo site de vídeos mais assistido nos Estados Unidos atrás do YouTube, da Google. Diferentemente do Joost e do YouTube, o Hulu teve um grande apoio entre os anunciantes, muitos dos quais têm propaganda em toda a plataforma e acordos com as empresas de mídia donas do projeto.