Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias

sexta-feira, 17 de julho de 2009 21:13 BRT
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - O público começa a soltar a voz no Twitter com curtas opiniões sobre filmes enviadas cada vez mais rapidamente e para cada vez mais pessoas, e sua capacidade de gerar um sucesso de bilheteria ou um fracasso total está forçando os estúdios hollywoodianos a repensar suas estratégias de marketing.

O risco é ainda maior durante esta temporada de férias do meio do ano, quando são lançados filmes do porte de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", que chegou aos cinemas na quarta-feira, direcionados especialmente a um público jovem e mais plugado.

Para quem está de olho nas bilheterias, o Twitter, serviço de micro-blog que permite que usuários postem seus gracejos na hora para que todo o mundo veja, é a nova arma de última-geração entre celulares e computadores usada por espectadores para lançar suas críticas sobre filmes, antes mesmo de saírem do cinema.

Uma propaganda boca-a-boca como essa entre fãs pode tanto bombar como acabar com as vendas nas bilheterias.

"Será que tudo ficou mais rápido? A resposta é sim", disse o presidente de distribuição e marketing da Universal Pictures Adam Fogelson. "Dependendo do tamanho do público no dia de lançamento, a propaganda boca-a-boca tem efeito na hora", afirmou.

Publicitários avaliam isso através da queda semanal nas bilheterias. Nos últimos anos, a queda entre uma semana e outra vem aumentando significantemente ao passo que a comunicação tem se tornado cada vez mais rápida graças à Internet e, mais recentemente, aos serviços de rede social como o Twitter ou o Facebook.

Este ano, a temporada de julho, que é a mais lucrativa do mercado nos Estados Unidos, por serem as férias de verão, arrecadando até 40 por cento do total anual nas bilheterias, as vendas de ingressos têm caído 51 por cento em média da primeira para a segunda semana desde a estreia de um filme. Os números só se comparam com os de 2007, segundo a Box Office Mojo.

"Se as pessoas já não gostam do filme na sexta, ele pode morrer até o sábado", disse Paul Dergarabedian, presidente de outra empresa do tipo, a Hollywood.com Box Office.