Usuários são ponto fraco na segurança da computação,diz relatório

quarta-feira, 22 de julho de 2009 12:05 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A popularidade do Facebook e de outros sites populares de redes sociais ofereceu aos hackers novas maneiras de roubar dinheiro e informações, afirma a companhia de segurança na computação Sophos em relatório divulgado nesta quarta-feira.

Cerca de metade das empresas bloqueiam total ou parcialmente o acesso a sites de redes sociais devido a preocupações sobre invasões originadas a partir deles, de acordo com o estudo.

"As constatações da pesquisa também revelaram que 63 por cento dos administradores de sistemas tem preocupação sobre funcionários de suas companhias oferecerem informações pessoais demais em suas páginas, o que coloca em risco a infraestrutura empresarial e os dados nela armazenados", anunciou a Sophos.

E isso acontece apesar de anos de pedidos aos usuários de computadores para que mantenham reservadas suas informações pessoais e recusem abrir arquivos anexados a emails vindos de fontes desconhecidas.

Um resultado do problema é que um quarto das empresas foram atingidas por ataques de spam, phishing ou malware conduzidos via Twitter ou outros sites de redes sociais, disse Sophos.

"Phishing" refere-se ao uso de emails ou outros canais online para convencer possíveis vítimas a revelarem informações pessoais tais como senhas ou números de contas bancárias. Malware é o termo usado para designar softwares malignos, muitas vezes criados para ajudar em invasões de sistemas de computadores.

A Sophos também constatou que o número de páginas Web contendo malware quadruplicou desde o começo de 2008, com os Estados Unidos abrigando 39,6 por cento do total, mais do que qualquer outro país. A China ocupa o segundo posto, com 14,7 por cento.

A Sophos, que tem sede dupla no Reino Unido e nos EUA, é a maior produtora de software de segurança de capital fechado.