Fujifilm está confiante e deve lançar câmera digital 3D

quarta-feira, 22 de julho de 2009 17:08 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - A Fujifilm Holdings afirmou nesta quarta-feira que está caminhando para superar sua própria meta de vendas de câmeras digitais para o atual ano financeiro, frente à alta na demanda nos mercados emergentes, e que planeja lançar a primeira câmera digital 3-D do mundo.

A fabricante de câmeras e equipamentos para escritório japonesa certamente deve vender mais de nove milhões de câmeras digitais até março de 2010 e tem como meta chegar a 10 milhões, afirmou o vice-presidente da Fujifilm Corp, Takeshi Higuchi.

"Ainda iremos atingir o nível (dos 9 milhões) mesmo se a economia permanecer do jeito que está. Se a economia se recuperar no segundo semestre (do ano financeiro), iremos ter resultados ainda melhores", disse Higuchi a jornalistas, nos bastidores de uma coletiva.

A empresa originalmente estimava vender 8,3 milhões de unidades no atual ano financeiro, ante as 8,2 milhões de unidades vendidas no ano anterior.

A Fujifilm Corp é uma subsidiária da Fujifilm Holdings que lida com a fabricação de câmeras, filme fotográfico, equipamentos médicos e componentes eletrônicos.

Em uma medida que busca superar a difícil concorrência e renovar seus negócios em câmeras digitais, que atualmente geram prejuízo, a Fujifilm planeja lançar um novo modelo de câmera, capaz de tirar fotos em 3-D, em agosto.

A nova máquina fotográfica, que inclui duas lentes e dois chips sensores de imagens para possibilitar imagens em 3-D, provavelmente irá ser vendida por cerca de 60 mil ienes (641 dólares) no Japão, segundo uma porta-voz da Fujifilm.

A Fujifilm, que é a oitava maior fabricante de câmeras digitais do mundo e compete com rivais maiores como a Canon e a Sony, tem como objetivo vender 100 mil unidades do novo modelo, a FinePix Real 3D W1, em um ano.

Após os comentários de Higuchi e o anúncio do lançamento da câmera 3-D, as ações da Fujifilm fecharam a sessão com alta de 0,2 por cento, a 2,89 ienes, abaixo da média do índice-referência Nikkei, que teve valorização de 0,7 por cento.