China proíbe jogos online que glorificam gangues

terça-feira, 28 de julho de 2009 09:58 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A China proibiu sites que ofereçam ou divulguem jogos online nos quais quadrilhas criminosas sejam retratadas de maneira positiva e informou que aqueles que desrespeitarem as regras serão "severamente punidos", publicou a mídia estatal do país, na terça-feira.

O Ministério da Cultura declarou que esses jogos "advogam a obscenidade, os jogos de azar ou a violência" e "solapam a moralidade e a cultura chinesa tradicional", informou a agência de notícias oficial Xinhua.

"São jogos que encorajam as pessoas a trapacear, saquear e matar, e glorificam as vidas dos criminosos. Exercem má influência sobre os jovens", segundo a agência, que citou uma circular do ministério.

Em jogos como "Godfather", as pessoas podem jogar como matadores de aluguel ou bandidos, afirmou a Xinhua.

"O ministério ordenou que suas agências policiais reforcem a fiscalização e punam severamente os sites que continuem a oferecer esses jogos", acrescentou a agência, sem elaborar.

Nos primeiros anos do domínio comunista, o governo praticamente extinguiu as quadrilhas semelhantes à máfia, mas elas retornaram nas últimas décadas, com o relaxamento dos controles econômicos e sociais na China.

Apesar de seu envolvimento em atividades como tráfico de pessoas e drogas, filmes e séries de televisão sobre gangues produzidos em Taiwan e Hong Kong são altamente populares na China.

O setor chinês de jogos online deve crescer entre 30 e 50 por cento este ano, com receita de vendas de 24 bilhões de yuan (3,51 bilhões de dólares) a 27 bilhões de yuan, de acordo com as autoridades.

A China conta com cerca de 200 milhões de jogadores online e mais de 300 milhões de usuários de Internet, o maior total mundial.   Continuação...

 
<p>A China proibiu sites que ofere&ccedil;am ou divulguem jogos online nos quais quadrilhas criminosas sejam retratadas de maneira positiva e informou que aqueles que desrespeitarem as regras ser&atilde;o "severamente punidos", publicou a m&iacute;dia estatal do pa&iacute;s, na ter&ccedil;a-feira.</p>