ANÁLISE-Acordo Microsoft-Yahoo passará apertado por reguladores

quarta-feira, 29 de julho de 2009 20:08 BRT
 

Por Diane Bartz

WASHINGTON (Reuters) - O acordo para buscas de Internet com prazo de 10 anos firmado entre a Microsoft e o Yahoo deve atrair uma críticas dos órgãos de regulação antitruste do governo Obama mas provavelmente seguirá adiante, mesmo com dificuldade.

Enquanto a parceria leva o número de ferramentas de buscas concorrentes a cair para dois, dos três anteriores, especialistas em casos antitruste dizem que isso provavelmente aconteceria de qualquer forma. As companhias parceiras dizem que se uniram para criar um concorrente mais forte contra a Google.

"A questão é: está certo isso? Duas são o suficiente?", disse o advogado especializado em antitruste John Briggs, da firma Axinn, Veltrop and Harkrider LLP.

"Creio que esse acordo facilmente passaria no governo Bush. Eles nem pensariam duas vezes", afirmou Briggs. "Este governo vai pensar duas vezes, e provavelmente, no final das contas, deixará passar".

A ferramenta de busca da Microsoft, o Bing, será usado em pesquisas nos sites do Yahoo. As empresas disseram que esperam que o acordo seja "analisado atentamente" por reguladores, mas que estavam otimistas de que ele se concretize no início de 2010.

A Google detém 65 por cento do mercado de buscas na Internet, contra os 29,6 por cento da Yahoo e os 8,4 por cento da Microsoft, segundo a comScore.

"Sem esse acordo, acho improvável que tivéssemos um mercado com três buscadores de peso daqui há 10 anos", afirmou o advogado da Shearman & Sterling LLP Beau Buffier.

Já o senador norte-americano Herb Khol, membro do subcomitê que supervisiona a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, afirmou que o painel teria preocupações de que anunciantes enfrentariam taxas mais altas e que haja menos inovação como resultado do acordo.   Continuação...