Kodak decepciona com prejuízo no 2o tri e ações caem

quinta-feira, 30 de julho de 2009 18:05 BRT
 

Por Franklin Paul

NOVA YORK (Reuters) - A Eastman Kodak informou resultados decepcionantes para o segundo trimestre nesta quinta-feira, uma vez que a fraca demanda afetou seus negócios em produtos fotográficos, levando suas ações a despencarem 10,37 por cento nesta sessão.

A Kodak afirmou que houve uma forte queda nas vendas com a recessão global limitando os gastos do consumidor em viagens e outras atividades que implicam no uso de câmeras e na impressão de fotos.

Além disso, o aperto nos mercados de crédito também tem amenizado os planos de investimento de outras companhias nos sistemas e serviços de impressão comercial da Kodak.

Os tradicionais negócios da Kodak com filme fotográfico continuaram encolhendo, com vendas chegando a cair 30 por cento no trimestre, afetados em parte pelas incertezas rondando as discussões trabalhistas em Hollywood, agora resolvidas.

A Kodak registrou prejuízo de 189 milhões de dólares no segundo trimestre, ou 0,70 dólar por ação, que se compara ao lucro de 495 milhões de dólares, ou 1,72 dólar por ação, do segundo trimestre de 2008.

Excluindo itens, o prejuízo da empresa foi de 0,43 dólar por ação. Analistas esperavam, em média, prejuízo de 0,36 dólar por ação, segundo a Reuters Estimates.

A Kodak afirmou que sua margem de lucro bruta caiu para 18,5 por cento, de 23,6 por cento, uma vez que houve diminuição nas vendas e nos royalties de propriedade intelectual.

Já a receita teve queda de 29 por cento, para 1,77 bilhões de dólares, de 2,49 bilhões de dólares. Analistas esperavam uma receita de 1,83 bilhões de dólares, segundo a Reuters Estimates.

Analistas e acionistas mostraram pouco entusiasmo com os resultados, muitos chamando a atenção para a capacidade da Kodak de gerar caixa. A Kodak registrou fluxo de caixa negativo de cerca de 158 milhões de dólares no segundo trimestre.

Os papéis da Kodak haviam registrado uma alta de 13 por cento no último mês, mas ainda mostram baixa de quase 50 por cento no ano, devido às preocupações de que investidores terão que esperar mais antes de ver lucros sustentados após anos de reestruturação.