Twitter sai do ar após ataque e Facebook fica devagar

quinta-feira, 6 de agosto de 2009 15:54 BRT
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Twitter e o Facebook, dois dos mais populares sites da Internet, sofreram problemas em seus serviços nesta quinta-feira, levantando especulações de que ambos foram alvo de ataques planejados e coordenados por hackers.

O popular serviço de micro-blogging Twitter informou que está trabalhando para se defender de um ataque de hackers que impediu que usuários acessassem o site durante várias horas nesta quinta-feira.

Membros do Facebook, enquanto isso, relataram demora na hora de entrar no site e no momento de publicar comentários em seus perfis. A rede social online está trabalhando com o Twitter e o Google para determinar seu houve uma ação programada contra os sites.

A pane no Twitter acontece após uma onde de ataques similares em julho que tirou do ar sites como o da Casa Branca e páginas online na Coreia do Sul. A agência de espionagem sul-coreana disse que a Coreia do Norte poderia estar por trás dos ataques.

Em mensagem publicada no blog do Twitter, o co-fundador do serviço Biz Stone afirmou que o site foi vítima de um ataque de negação de serviço, uma técnica em que os hackers sobrecarregam os servidores do site com pedidos de informações.

"Estamos nos defendendo contra este ataque agora e vamos continuar a atualizar nosso blog sobre a situação. Mais tarde, vamos investigar o assunto", disse Stone.

O Twitter, um serviço que permite aos usuários que publiquem mensagens curtas de até 140 caracteres para grupos de "seguidores" na Web, é uma das companhias de Internet que mais cresce no momento.

O número de visitantes do site no mundo todo atingiu 44,5 milhões em junho, 15 vezes maior que em junho do ano passado, segundo dados da comScore.

(Reportagem de Alexei Oreskovic)

 
<p>"Estamos nos defendendo contra este ataque agora e vamos continuar a atualizar nosso blog sobre a situa&ccedil;&atilde;o. Mais tarde, vamos investigar o assunto", disse o co-fundador do Twitter Biz Stone (em foto de arquivo). REUTERS/Robert Galbraith</p>