Primeiro marcapasso sem fio dá liberdade a pacientes dos EUA

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 12:41 BRT
 

Por Ben Gruber

NOVA YORK (Reuters) - Depois de 20 anos usando um marcapasso convencional, Carol Kasyjanski se tornou a primeira paciente norte-americana a receber um marcapasso sem fio que permite que seu médico acompanhe de longe, e via Internet, o funcionamento de seu coração.

Quando Kasyjanski for ao St. Francis Hospital, em Roslyn, Nova York, para seus exames de rotina, cerca de 90 por cento do trabalho já terá sido realizado, porque seu médico poderá usar o computador para receber a maior parte das informações de que necessita sobre a paciente.

Três semanas atrás, Kasyjanski, 61, se tornou a primeira pessoa dos Estados Unidos a receber um marcapasso com um sistema sem fio de monitoração doméstica que transmite informações a seu médico via Internet.

Kasyjanski, que sofre de um problema cardíaco severo há mais de 20 anos, diz que o aparelho renovou sua confiança e a revitalizou. Em caso de defeito ou paralisação no trabalho de seu marcapasso, só uma intervenção imediata poderá salvar sua vida.

O Dr. Steven Greenberg, diretor do centro de arritmia cardíaca e marcapassos do St. Francis Hospital, disse que a nova tecnologia o ajuda a tratar melhor seus pacientes e provavelmente se tornará o padrão para os marcapassos.

Ele afirmou que o servidor e o monitor remoto se comunicam pelo menos uma vez por dia para a transferência de todas as informações relevantes e para informar médico e paciente caso haja algo de anormal.

"Se houver alguma coisa de anormal, o monitor convocará o médico responsável às duas da manhã, em caso de necessidade", afirmou Greenberg.

O marcapasso sem fio, fabricado pela St. Jude Medical, recebeu aprovação das autoridades de saúde dos EUA em julho.

"É uma tremenda conveniência para o paciente, comparado a fazer um telefonema ao médico", disse.

"Em escala mais ampla, isso aumenta nossa chance de descobrir e avaliar problemas com os marcapassos e alguns distúrbios rítmicos que podem ser perigosos ou ameaçar a vida, e de maneira que antes não seria possível."