Telefonia móvel não terá cortes de investimento, diz Ericson

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 21:09 BRT
 

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO (Reuters) - O presidente-executivo da Ericsson, Carl-Henric Svanberg, declarou na terça-feira que não prevê novos cortes nos investimentos de capital das operadoras de telefonia móvel, mas acrescentou que os sinais de recuperação econômica continuam incertos.

"O mundo inteiro está sofrendo de um declínio maior do que qualquer coisa que tenhamos visto", disse Svanberg em entrevista, no novo escritório da empresa no Vale do Silício.

A Ericsson, maior fornecedora mundial de equipamentos para redes de telefonia móvel, está enfrentando um mercado de negócios desafiador, dada a hesitação dos clientes em comprar novos equipamentos em meio a uma recessão mundial, e à crescente competição oferecida pela Huawei , uma nova concorrente.

O investimento em equipamentos de telecomunicações caiu acentuadamente ao longo dos últimos anos, ainda que a posição da Ericsson nos mercados chinês e indiano, que continuam a crescer rapidamente, bem como suas operações de serviços, tenham permitido que a empresa mantivesse o equilíbrio.

Svanberg disse que as operadoras de telefonia móvel parecem ter encerrado suas medidas de corte de custos com o equipamento fornecido pela Ericsson e outros fornecedores de infraestrutura.

"Não temos a impressão de que os cortes vão continuar", disse Svanberg.

Ele também afirmou que a deficitária joint venture de celulares entre sua companhia e a Sony tinha capacidade de levantar qualquer financiamento de que venha a necessitar junto aos bancos, sem recorrer às duas empresas. Ele se recusou a prever quando ela sairia do vermelho.

"A primeira coisa que uma empresa aprende é que não se pode recorrer aos acionistas para pedir mais dinheiro. A primeira coisa é tentar arranjar financiamento pelos canais normais", disse Svanberg, argumentando que as condições de empréstimos haviam melhorado com relação à situação existente seis meses antes.

Svanberg afirmou que a Ericsson continua comprometida a fornecer capital à joint venture, caso necessário. "Não os deixaremos no frio caso surja essa situação," acrescentou.