Batalha dos celulares inteligentes abre a porta para telas OLED

sexta-feira, 14 de agosto de 2009 15:40 BRT
 

Por Rhee So-eui e Sinead Carew

SEUL/NOVA YORK (Reuters) - Ela consome pouca energia, oferece qualidade de imagem superior e era alardeada como o futuro das telas, mas a tecnologia das telas orgânicas não vinha sendo promovida com ânimo pelos fabricantes, até agora.

As telas de diodos orgânicos emissores de luz com matriz ativa (AM-OLED) começaram a surgir, com atraso, nos celulares inteligentes mais caros porque os fabricantes decidiram usar essa tecnologia como forma de conquistar vantagem em um setor no qual a concorrência é feroz e recursos importam mais que o preço.

A Samsung Electronics, segunda maior fabricante mundial de celulares e principal proponente da tecnologia, tem oito modelos que oferecem telas orgânicas, e planeja lançar cerca de 10 outros até o final do ano.

Nos Estados Unidos, o modelo Impression é vendido via AT&T, e a Sprint Nextel também vai oferecer ao menos um aparelho Samsung que usa a tecnologia AM-OLED.

A líder mundial na fabricação de celulares, Nokia, está oferecendo seus modelos N85 e N86, de alto preço, com telas AM-OLED, para enfrentar rivais como a Research in Motion e a Apple.

Os adeptos da tecnologia dizem que embora as telas para celulares AM-OLED sejam cerca de 50 a 80 por cento mais caras que as telas de cristal líquido (LCD) convencionais, e seu preço elevado tenha impedido a produção em massa, talvez a hora delas, enfim, tenha chegado.

"Creio que o aspecto econômico da questão seja algo irrelevante", disse Ben Wood, analista da CCS Insight, uma empresa de pesquisa sobre comunicação sem fio. "É um verdadeiro diferencial. Prevejo que todos os grandes fabricantes oferecerão modelos com AM-OLED dentro de 12 meses."

Mas a tecnologia AM-OLED não pegou até agora por um motivo.

A produção das telas é mais cara e está restrita a apenas alguns fabricantes, primordialmente a Samsung Mobile Display, que detém 97 por cento do mercado.

"Não tenho dúvida do crescimento (da AM-OLED) em longo prazo. Mas não estou certo que todos os participantes seguirão imediatamente a trilha aberta pela Samsung", disse Oh In-bum, analista da Dongbu Securities.

 
<p>Celular Samsung com tela AM-OLED &eacute; exibido a visitantes na sede da empresa em Seul. As telas de diodos org&acirc;nicos emissores de luz com matriz ativa (AM-OLED) come&ccedil;aram a surgir, com atraso, nos celulares inteligentes mais caros porque os fabricantes decidiram usar essa tecnologia como forma de conquistar vantagem em um setor no qual a concorr&ecirc;ncia &eacute; feroz e recursos importam mais que o pre&ccedil;o.</p>