Acordo com Nokia ajuda Microsoft, mas fim do WinMo está previsto

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 16:06 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE (Reuters) - O importante acordo assinado entre a Microsoft e a fabricante de celulares Nokia pode ajudar a manter sob controle os agressivos produtores rivais de software, mas ao mesmo tempo prenunciar o fim do sistema operacional Windows Mobile, que enfrenta problemas.

Na semana passada, Microsoft e Nokia anunciaram uma aliança para levar os aplicativos Office da Microsoft --entre os quais Word, Excel e PowerPoint-- a uma série de celulares Nokia, a partir do ano que vem.

O acordo pode servir para combater o avanço do sistema operacional gratuito Google Android entre os fabricantes de celulares e para preservar a relevância da Microsoft no mercado de celulares, apesar do mau desempenho do Windows Mobile.

"É possível que a Microsoft tenha aceitado que não terá sucesso na corrida dos sistemas operacionais para celulares, especialmente agora que a HTC e a Samsung parecem estar entrando como penetras na festa do Android," disse Tero Kuittinen, analista da MKM Partners.

"Pode ser melhor ajudar a Nokia a tentar estragar a festa do Google --porque ela ainda tem a chance de dificultar as coisas para o Android," disse Kuittinen.

O Android ganhou ímpeto considerável no setor de telefonia móvel e muitos fabricantes planejam lançar modelos equipados com ele. No entanto, até o momento, apenas alguns celulares Android chegaram aos consumidores.

"A Microsoft parece estar apostando que o benefício da escala que a Nokia propiciará ao Office compensará a possível perda de vendas entre seus licenciados atuais do Windows Mobile," disse Neil Mawston, da Strategy Analytics.

Medidas radicais eram necessárias, não só para combater o Android como o sistema operacional Symbian, da própria Nokia, que ela permitiu que outros fabricantes de celulares utilizassem gratuitamente, o que faz da Microsoft a única produtora de sistemas operacionais que cobra taxas de licença aos fabricantes de celulares.

Mas ainda que a Microsoft tenha reafirmado seu compromisso com o Windows Mobile, o acordo com a Nokia é visto por muitos como sinal de que ela deseja limitar seu envolvimento. O arranjo também pode ameaçar as vendas de fabricantes menores como a HTC, que se concentraram em celulares Windows.