Hoya pode buscar aliança para câmeras digitais Pentax

terça-feira, 18 de agosto de 2009 10:27 BRT
 

Por Kiyoshi Takenaka e Reiji Murai

TÓQUIO, 18 de agosto (Reuters) - A Hoya, fabricante japonesa de vidros de alta tecnologia, anunciou que planeja tirar do vermelho as operações de sua divisão Pentax no ano fiscal que se encerra em março de 2010, mas as operações com câmeras digitais precisa procurar alianças para sobreviver no longo prazo.

A Hoya, que adquiriu a fabricante de endoscópios e câmeras digitais Pentax em 2007 por cerca de 95 bilhões de ienes (1 bilhão de dólares) está preparada para investir até 200 bilhões de ienes em fusões e aquisições a fim de fortalecer seus negócios no setor de saúde, disse Hiroshi Suzuki, o presidente-executivo do grupo, na terça-feira.

A empresa disputa mercado com a Olympus e a Fujifilm Holdings nos endoscópios, utilizados em exames de órgãos internos, e com a Essilor International, da França, e a alemã Carl Zeiss em lentes para óculos.

A divisão Pentax da Hoya registrou lucro operacional de 11,6 bilhões de ienes (122 milhões de dólares) no ano encerrado em 31 de março, por efeito de custos de reestruturação e vendas lentas de câmeras digitais.

"Nosso negócio de câmeras digitais não é exatamente uma grande operação. Há naturalmente dúvidas entre nós quanto à sua capacidade de sobreviver isoladamente", disse Suzuki em entrevista à Reuters. "Temo que precisemos de alguma espécie de aliança com outra companhia, no longo prazo", acrescentou.

A empresa vendeu 2,3 milhões de câmeras digitais no ano fiscal passado. Isso equivale a menos de 10 por cento dos 25,6 milhões de câmeras vendidas pela Canon em 2008.

A Hoya é a décima maior entre as fabricantes mundiais de câmeras digitais, bem atrás de rivais como a líder de mercado Canon e a segunda colocada Sony.

Hiroyasu Sato, analista do Daiwa Institute of Research, disse que buscar uma ligação com outras empresas em câmeras digitais seria um passo na direção certa para a Hoya.

"Os negócios da empresa com câmera digitais estão na fase de desenvolver produtos marcantes e recuperar a lucratividade", disse. "Mas, para além da fase atual, fica claro que uma aliança é necessária. Sem uma linha de produtos ampla o bastante, não é possível conquistar espaço no varejo ou ampliar a base de usuários", acrescentou.