Novos serviços ajudam a proteger ativistas na Web

quarta-feira, 19 de agosto de 2009 16:34 BRT
 

Por Jim Finkle

BOSTON, 19 de agosto (Reuters) - O ativista de direitos humanos chinês Shi Tao foi condenado a 10 anos de prisão em 2005 depois que autoridades do país o localizaram por meio de informações fornecidas pelo Yahoo.

O site deu ao governo chinês informações sobre a localização do ativista quando ele acessou sua conta de email. Isso foi suficiente para rastreá-lo e colocá-lo na cadeia.

Agora, ativistas de direitos humanos estão buscando em uma nova geração de ferramentas de privacidade na Internet formas para evitar que as empresas consigam esse tipo de informação, na esperança de que isso proteja dissidentes como Shi.

Uma dessas ferramentas, o Tor, embaralha as informções antes de mandá-las para a Web. O programa esconde a localização do usuário e consegue burlar firewalls. Estas características tornam a ferramenta muito popular entre ativistas em países como a China ou o Irã.

"O Tor é um túnel. O que passa por ele sai do outro lado intacto", disse Andrew Lewman, diretor-executivo da Tor Foundation, que recebe financiamento do governo norte-americano. Os Estados Unidos são, inclusive, um de seus principais patrocinadores, tendo contribuído com 250 mil dos 343 mil dólares da receita divulgada pela organização não-lucrativa em 2007.

A ferramenta permite que quem navega na Web consiga burlar softwares de censura --tanto aqueles instalados pelo governo quanto por empresas para que seus funcionários não acessem sites de relacionamento como o Facebook.

Mas o Tor também pode ajudar criminosos a não serem detectados ao usarem a Internet para atividades como spam, falsidade ideológica e pedofilia.

O Tor funciona como um pacote de softwares gratuito, disponível no site www.torproject.org . Ele inclui versões para o navegador Firefox, além de outros programas.   Continuação...