20 de Agosto de 2009 / às 22:17 / 8 anos atrás

Vivo mantém custos na mira e busca melhor perfil de dívida

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO (Reuters) - A “revisão de processos” com vistas a reduzir custos continuará a ser palavra de ordem na Vivo, afirmou a nova vice-presidente financeira da operadora móvel, Cristiane Barretto.

“A redução de custos não termina nunca”, disse ela em entrevista à Reuters nesta quinta-feira.

No final de julho, a empresa controlada por Telefónica e Portugal Telecom divulgou resultado no segundo trimestre melhor que o esperado pelo mercado.

Um dos destaques foi em custos operacionais, que caíram 7,2 por cento de abril a junho na comparação anual e diminuíram 2,8 por cento sobre o primeiro trimestre de 2009.

Cristiane assumiu o posto na quarta-feira, no lugar do argentino Ernesto Gardelliano, que está voltando ao seu país de origem para assumir uma posição na Telefónica/Movistar, após mais de quatro anos no Brasil.

“Vou seguir a linha que o Ernesto vem adotando, que é crescimento com rentabilidade... sem nenhum tipo de inflexão e ruptura no caminho que vimos trilhando”, comentou ela.

Gardelliano entrega o posto depois de ter liderado a reorganização societária da companhia --que é o resultado da união de diversas sociedades. “A Vivo era uma marca e virou uma empresa”, destacou o executivo.

A Vivo encerrou junho com quase 1,8 bilhão de reais em caixa e aplicações, para uma dívida bruta de 6,5 bilhões de reais. Segundo Gardelliano, a posição financeira é “mais que confortável”.

A empresa recebeu há alguns dias aval do Conselho de Administração para emitir 800 milhões de reais em debêntures. Segundo ambos os executivos, esse dinheiro será usado para trocar dívida mais cara no balanço da empresa.

“Há liquidez excessiva no mercado, resultado do constrangimento que os próprios bancos tiveram no segundo semestre do ano passado. Estamos com algumas iniciativas (para gerir a dívida) que são muito boas”, explicou Gardelliano, sem dar mais detalhes.

MAIS CONSOLIDAÇÃO?

Os dois executivos acreditam ainda há espaço para mais consolidação na telefonia móvel, envolvendo as quatro grandes operadoras do país: Claro, TIM e Oi, além da Vivo.

“O Brasil é um dos cinco mercados menos concentrados do mundo”, disse Cristiane.

“Diversos países nas Américas passaram por um processo similar e houve uma consolidação do setor. No final das contas, acabaram sendo três operadoras”, emendou Gardelliano.

Segundo ambos, a forte competição e a dinâmica da indústria explicam o porquê de a Vivo não fornecer estimativas de seus resultados a analistas e investidores.

“As condições mudam muito nesse mercado ao longo do ano. Dar o ‘guidance’ é um compromisso que pode, futuramente, comprometer toda a confiança que temos conquistado”, defendeu Cristiane.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below