China prende quatro por pirataria contra a Microsoft

sexta-feira, 21 de agosto de 2009 10:41 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - Um tribunal chinês condenou à prisão quatro pessoas que estavam distribuindo uma versão pirata do programa Windows XP da Microsoft, conhecida como "Tomato Garden." O caso foi classificado pela agência de notícias chinesa Xinhua como o maior processo por pirataria na história da nação.

Hong Lei, criador do software "Tomato Garden Windows XP," foi condenado a três anos e meio de prisão na quinta-feira, por um tribunal em Suzhou, no leste da China, informou a Xinhua, citando fontes de mídia local.

Um de seus cúmplices foi sentenciado a pena igual e dois outros cúmplices, a dois anos de prisão cada.

Hong "criou a versão pirata do Windows XP," que paralisa as barreiras de autenticação e certificação do programa original, afirmou a Xinhua, permitindo aos usuários acesso irrestrito ao popular software da Microsoft.

Milhões de usuários de Internet ganharam acesso grátis ao software no site tomatolei.com, que faturava com a veiculação de publicidade, segundo a agência.

Pequim vem dando destaque a veredictos judiciais como esse, a fim de demonstrar a governos e empresas estrangeiros, especialmente em Washington, que leva a sério a necessidade de reprimir a pirataria generalizada de produtos protegidos por patentes e direitos autorais, especialmente filmes, música e software.

Nem todo mundo se deixa convencer por esses esforços.

"Os esforços da China para reprimir o roubo de propriedade intelectual vêm sendo fracos e ineficazes -muita retórica forte mas pouca implementação," declarou o deputado norte-americano Howard Berman, da Califórnia depois de uma visita a Pequim, de acordo com comunicado distribuído por seu gabinete.

"Centenas de sites oferecem downloads e links para filmes, música e jogos piratas," afirmou. O site "Tomato Garden" foi estabelecido em 2004.

Em junho do ano passado, a Business Software Alliance -coalizão de empresas que promove campanhas contra a pirataria comercial- se queixou às autoridades chinesas, e Hong e seus colegas foram detidos meses mais tarde.

A reportagem não informava se eles pretendem recorrer da condenação.

 
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