Apple afirma que aplicativo Google Voice altera iPhone

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 10:47 BRT
 

WASHINGTON, 24 de agosto (Reuters) - A Apple informou a agências regulatórias norte-americanas que não aprovou o aplicativo Google Voice, que oferece uma oportunidade de desafiar os gigantes da comunicação sem fio, porque o programa interfere com a "experiência de usuário" do iPhone.

A Apple informou à Federal Communication Commission (FCC) dos Estados Unidos, na sexta-feira, que o aplicativo do Google parece substituir por um sistema próprio a funcionalidade e interface básicas do iPhone para telefonia móvel, mensagens de texto e correio de voz.

"Ao contrário das informações publicadas, a Apple não rejeitou o aplicativo Google Voice e continua a estudá-lo", disse Catherine Novelli, vice-presidente mundial de relações governamentais da Apple, em carta à FCC.

A carta foi escrita como resposta a um inquérito lançado no mês passado pela FCC, que, sob sua nova liderança, está reavaliando a situação competitiva no setor de comunicação sem fio.

A FCC, presidida por Julius Genachowski, quer saber por que a Apple rejeitou o Google Voice e o que foi discutido entre Apple, Google e AT&T, a operadora exclusiva do iPhone nos Estados Unidos.

O aplicativo do Google, que entrou no mercado de comunicação sem fio com um sistema operacional para celulares chamado Android, é visto por alguns como ameaça competitiva aos serviços de voz oferecidos pelo iPhone.

"A AT&T não foi consultada sobre o assunto pela Apple em momento algum, e não oferecemos qualquer posição a respeito", disse Jim Cicconi, vice-presidente executivo sênior de assuntos externos e legislativos.

A T-Mobile, uma subsidiária da Deutsche Telekom, oferece serviço para aparelhos equipados com o Google Android.

A questão poderia ter amplas implicações para o setor norte-americano de telecomunicações. A depender da resposta da FCC, novos concorrentes podem ter caminho mais fácil para o mercado ou ver prejudicada sua capacidade de usar modelos de celulares oferecidos pelas operadoras de maior porte a fim de oferecer serviços mais baratos.