Esqueça a Microsoft, valor do Yahoo está fora dos EUA

terça-feira, 25 de agosto de 2009 18:17 BRT
 

Por Eric Auchard

LONDRES (Reuters) - O destino do Yahoo tem se tornado dependente no imaginário do público nos últimos anos do sucesso ou do fracasso de suas operações com a Microsoft.

E isso a despeito do fato de que nada menos que 70 por cento do valor que investidores atribuem às debilitadas ações do Yahoo está ligado aos seus recursos e ativos em caixa fora dos Estados Unidos-- fatores que nada têm a ver com a Microsoft.

As operações do Google são comercializadas na bolsa por míseros 5 a 6 dólares por ação, do preço total de 15 dólares da ação, uma vez excluídos seus investimentos na Ásia e o valor de seu fluxo de caixa. Apenas seus ativos em filiais no Japão e na China-- Yahoo Japan Corp e China's Alibaba Group --valem cerca de 6 a 7 dólares por ação.

O problema é que o Yahoo precisa encontrar uma forma de ganhar dinheiro com sua relação cada vez mais conturbada com a Alibaba Group, na qual detém uma participação acionária de 39 por cento após ter desistido de manter operações próprias na China em 2005.

As melhores chances da empresa nesse quesito podem aparecer no ano que vem, caso a Alibaba seja bem sucedida no IPO de seu site de compras e vendas Taobao.com, após o sucesso da oferta pública da Alibaba.com, que hoje é avaliada em 13 bilhões de dólares na bolsa de Hong Kong.

Para dizer a verdade, o enorme sucesso do Yahoo em criar o site mais visitado da Internet nos Estados Unidos nunca conseguiu atravessar a fronteira, apesar de uma breve incursão na Ásia, que deixou a empresa com suas lucrativas operações no Japão e na China. Estes investimentos passivos chegaram a substituir uma estratégia de operações globais.

Mas, hoje, isso está mudando, com o Yahoo retomando seus investimentos em operações internacionais que possa controlar na totalidade.

Em sua investida mais recente, o Yahoo afirmou nesta terça-feira que iria adquirir o Maktoob.com, o maior site de mídia na Internet do mundo árabe, que conta com 16,5 milhões de usuários, estima-se. Os termos do acordo não foram divulgados.