Banda larga precisa de mais frequências nos EUA, diz autoridade

quinta-feira, 3 de setembro de 2009 10:20 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - As agências reguladoras dos Estados Unidos estão buscando novas maneiras de usar as frequências eletromagnéticas de forma mais eficiente, com a previsão de um salto no uso de smartphones pelos consumidores, afirma o chefe do programa nacional de banda larga.

"Uma questão-chave é o espectro (eletromagnético)", disse o chefe do setor de banda larga da Comissão Federal de Comunicações (FCC, em inglês), Blair Levin, a executivos e lobistas da indústria de telecomunicações. "Foi obtido um consenso; não há (frequências) suficientes."

Levin e a FCC estão desenvolvendo um plano nacional de banda larga, conforme proposta aprovada no Congresso dos EUA, para ampliar o serviço de banda larga para norte-americanos que moram em áreas rurais e ainda não têm acesso ao serviço, além de torná-lo mais barato para quem mora em áreas urbanas.

Uma das medidas que consideram é liberar certas frequências no espectro eletromagnético atualmente sob o controle de agências do governo como o Departamento de Defesa.

"As curvas de demanda para usos de frequências como em smartphones sugerem um crescimento muito acentuado", disse Levin.

O setor de Internet móvel também espera um aumento na demanda por smartphones como o iPhone da Apple, o Pre da Palm ou o Storm da Verizon Wireless, nos próximos anos.

A Verizon Wireless é uma joint venture entre a Verizon Communications e a Vodafone Group. A AT&T é a operadora exclusiva para o iPhone, enquanto a Sprint Nextel fornece serviços para o Pre.

A T-Mobile, unidade da Deutsche Telekom, também busca mais frequências.

A CTIA, uma associação comercial de operadoras, têm pressionado o Congresso norte-americano a aprovar leis para que se faça um registro de quais frequências estão sendo usadas e por quem.

"Não podemos esperar de oito a onze anos para ganhar mais frequências", disse o presidente da CTIA Steve Largente à jornalistas. Ele afirmou que seu grupo pressionará os parlamentares para que incluam artigos na lei que determinem a criação de um calendário para leilões de concessão de frequências para empresas.

Tanto o Senado quanto o Congresso avaliam a proposta de lei.