Comissão dos EUA defende normas de privacidade para Google Books

sexta-feira, 4 de setembro de 2009 12:36 BRT
 

Por Diane Barts

WASHINGTON (Reuters) - O Google deveria desenvolver normas de privacidade como parte de seu plano de digitalizar milhões de livros, recomendou a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) em carta à companhia.

O projeto do Google de digitalizar bibliotecas inteiras sofreu percalços devido a um processo de defesa de direitos autorais aberto em 2005 pela Authors Guild e por editoras. Um tribunal de Nova York realizará em 7 de outubro uma audiência sobre o acordo que serviu para encerrar o processo.

O acordo já foi atacado de diversos ângulos, um dos quais sendo possíveis ameaças à privacidade de pessoas que ganhem acesso aos livros por intermédio do Google.

Em carta ao Google datada da quinta-feira e divulgada no site da FTC, a agência insta a gigante das buscas a desenvolver novas normas de privacidade para o serviço Google Books, e que se concentre em "limitar os usos secundários de dados colhidos por meio do Google Books, incluindo usos que poderiam ser contrários a expectativas razoáveis dos consumidores".

Os usos secundários de dados seriam práticas como, por exemplo, utilizar uma lista de livros lidos a fim de decidir que anúncios seriam veiculados para um usuário do Google Book.

"Também concordamos em que é importante que o Google desenvolva novas normas de privacidade, específicas para o Google Books, que se apliquem ao produto atual, estabeleçam compromissos para serviços e recursos relacionados no futuro e preservem compromissos assumidos quanto às normas de privacidade em vigor", escreveu o diretor do Serviço de Proteção ao Consumidor da FTC, David Vladeck.

Em comunicado separado, o presidente da FTC, Jon Leibowitz, afirmou que sua agência pressionaria pela defesa da privacidade de consumidores.

"A iniciativa Google Books pode oferecer amplos benefícios aos consumidores, mas desperta sérios desafios quanto à privacidade, devido ao vasto volume de informações sobre usuários que seriam recolhidas", escreveu Leibowitz.