Plano de negócios da GVT independe de venda a Vivendi

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 07:37 BRT
 

Por Cesar Bianconi e Guilhermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - O plano de negócios da GVT independe do sucesso da proposta de compra da empresa pela Vivendi, embora a venda ao grupo francês amplie as perspectivas da companhia brasileira, afirmou nesta quarta-feira seu presidente, Amos Genish.

"Se o acordo (com a Vivendi) não for adiante, não haverá efeito sobre nosso plano de negócios. A GVT tem um agressivo plano de negócios e não precisamos de dinheiro de novos investidores para financiá-lo", disse Genish à Reuters.

Ele não revelou os investimentos previstos pela GVT para os próximos anos, adiantando apenas que os recursos serão usados para ampliar a cobertura geográfica e desenvolvimento de novos produtos.

"O recado é que a empresa tem dinheiro. Temos mais de 600 milhões de reais no banco", acrescentou o executivo.

No ano passado, a empresa investiu pouco mais de 700 milhões de reais. O JPMorgan prevê que a GVT realize investimentos da ordem de 600 milhões de reais em 2009 e cifra parecida em 2010.

A Vivendi anunciou no final da terça-feira a intenção de desembolsar 5,4 bilhões de reais por 100 por cento do capital da GVT, após ter chegado a um acordo com os controladores da companhia.

O valor proposto por ação é de 42 reais, mas o estatuto da GVT define que, em caso de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), o preço de cada ação da empresa não poderá ser inferior a 125 por cento da cotação mais alta nos últimos 12 meses, ou 47,20 reais, segundo o JPMorgan.

A Vivendi condiciona o sucesso da compra, entre outras coisas, à mudança no estatuto da GVT.   Continuação...