10 de Setembro de 2009 / às 10:44 / 8 anos atrás

Plano de negócios da GVT independe de venda a Vivendi

Por Cesar Bianconi e Guilhermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - O plano de negócios da GVT independe do sucesso da proposta de compra da empresa pela Vivendi, embora a venda ao grupo francês amplie as perspectivas da companhia brasileira, afirmou nesta quarta-feira seu presidente, Amos Genish.

“Se o acordo (com a Vivendi) não for adiante, não haverá efeito sobre nosso plano de negócios. A GVT tem um agressivo plano de negócios e não precisamos de dinheiro de novos investidores para financiá-lo”, disse Genish à Reuters.

Ele não revelou os investimentos previstos pela GVT para os próximos anos, adiantando apenas que os recursos serão usados para ampliar a cobertura geográfica e desenvolvimento de novos produtos.

“O recado é que a empresa tem dinheiro. Temos mais de 600 milhões de reais no banco”, acrescentou o executivo.

No ano passado, a empresa investiu pouco mais de 700 milhões de reais. O JPMorgan prevê que a GVT realize investimentos da ordem de 600 milhões de reais em 2009 e cifra parecida em 2010.

A Vivendi anunciou no final da terça-feira a intenção de desembolsar 5,4 bilhões de reais por 100 por cento do capital da GVT, após ter chegado a um acordo com os controladores da companhia.

O valor proposto por ação é de 42 reais, mas o estatuto da GVT define que, em caso de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), o preço de cada ação da empresa não poderá ser inferior a 125 por cento da cotação mais alta nos últimos 12 meses, ou 47,20 reais, segundo o JPMorgan.

A Vivendi condiciona o sucesso da compra, entre outras coisas, à mudança no estatuto da GVT.

“Acredito que a GVT será uma empresa melhor com a Vivendi do que sem a Vivendi”, prosseguiu o executivo, que continuará no comando da empresa brasileira se o negócio com o grupo francês for concretizado.

As ações da GVT encerraram o pregão desta quarta-feira na Bovespa a 43 reais, com alta de quase 19 por cento. Alguns analistas acreditam que os acionistas minoritários poderão tentar condições melhores para que abram mão de seus papéis.

“Acho que a reação no mercado mostra que o investidor ficou muito feliz com a notícia. Eu não ouvi reclamações sobre o acordo. Eu não conversei com todos os acionistas... Mas se você me perguntar se eles estão felizes, eu diria que sim.”

“Os acionistas que quiserem permanecer irão desfrutar dos benefícios que vamos colher à frente. Eles (Vivendi) estão planejando manter a companhia como uma empresa aberta”, completou Genish.

Sobre possíveis contrapropostas, como da espanhola Telefónica, lembrada por analistas como eventual interessada na GVT, o executivo disse que se trata “apenas de especulação”. “A verdade é que eles não fizeram isso até agora”, afirmou.

Os maiores benefícios com a Vivendi, segundo ele, virão nas áreas de conteúdo e IPTV (Internet Protocol Television).

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below