Toshiba estuda aquisição para ganhar mercado nas lâmpadas LED

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 12:03 BRT
 

TÓQUIO (Reuters) - A Toshiba, do Japão, precisa considerar aquisições que permitam desenvolver rotas de venda e ganhar mercado no exterior, no crescente segmento de iluminação por LEDs, disse o responsável por sua divisão de iluminação nesta quinta-feira.

A Toshiba, maior fabricante japonesa de iluminação por diodos emissores de luz (LEDs), um sistema altamente eficiente, está enfrentando dificuldades para conquistar mercado na Europa e Estados Unidos diante de gigantes como General Electric, Philips e a divisão Osram da Siemens.

"Depois do choque do Lehman Brothers, os negócios paralisaram no exterior, em contraste com as vendas superiores às esperadas de iluminação LED no mercado interno," disse Kuniaki Kumamaru, gerente geral da divisão de novos sistemas de iluminação da Toshiba, em entrevista para a Reuters Global Climate and Alternative Energy Summit.

"Fusões e aquisições seriam uma opção para desenvolver diferentes canais de vendas," disse.

A Toshiba, que desenvolveu a primeira lâmpada do Japão, em 1890, quer elevar as vendas de sua divisão de iluminação a 350 bilhões de ienes (3,8 bilhões de dólares) até 2015, no caminho para a captura de 15 por cento de um mercado mundial de iluminação por LEDs, estimado pela empresa em sete trilhões de ienes em 2020.

A empresa, que está tentando expandir suas vendas de lâmpadas LED para automóveis, bem como para aeroportos, estúdios e escritórios, hoje detém entre dois e três por cento do mercado mundial, que diversas estimativas avaliam em entre três bilhões e seis bilhões de dólares.

Os LEDs oferecem menor consumo de energia e maior durabilidade do que as lâmpadas fluorescentes ou incandescentes convencionais, e a demanda vem crescendo à medida que empresas e governos tentam reduzir seus custos de energia e manutenção, e emissões de gases causadores do efeito-estufa.

A Europa começou a tirar do mercado as lâmpadas incandescentes, que consomem energia excessiva, neste mês, e Japão, China e Austrália já adotaram medidas semelhantes, o que promete crescimento futuro.

(Reportagem de Mayumi Negishi e Kentaro Hamada)