EUA aprofunda revisão de acordo entre Yahoo e Microsoft

sexta-feira, 11 de setembro de 2009 13:18 BRT
 

Por Diane Bartz

WASHINGTON (Reuters) - As autoridades antitruste dos Estados Unidos solicitaram mais documentação em sua avaliação do acordo sob o qual a Microsoft fornecerá tecnologia de buscas ao rival Yahoo, anunciaram ambas as empresas nesta sexta-feira.

Tanto Microsoft quanto Yahoo confirmaram que a divisão antitruste do Departamento da Justiça havia feito uma segunda solicitação de documentos, o que indica uma decisão de conduzir revisão mais aprofundada, que pode levar meses.

"Recebemos essa solicitação adicional do governo, como esperado," disse Jack Evans, porta-voz da Microsoft.

"É evidente que estamos cooperando plenamente," disse Adam Grossberg, porta-voz do Yahoo.

As empresas declararam esperar que o acordo, fechado no final de julho como forma de desafiar o gigante das buscas Google, seja implementado no início de 2010.

O Google lidera entre os serviços de buscas, com cerca de 65 por cento do total de buscas, enquanto o Yahoo vem em segundo lugar com 19 por cento e a Microsoft tem o terceiro lugar com nove por cento.

Os especialistas em assuntos antitruste acreditam que o acordo deve receber atenção forte das autoridades, mas que termine aprovado ao final do processo.

No final de julho, Microsoft e Yahoo assinaram um acordo de 10 anos sob o qual as buscas nos sites do Yahoo serão acionadas pelo novo serviço de buscas Bing, da Microsoft.

A Microsoft adquirirá licença sobre as tecnologias de busca do Yahoo, o que permitirá a integração de alguns aspectos delas ao Bing. O AdCenter, o serviço de publicidade vinculada a buscas da Microsoft, substituirá o Panama, que cumpre o mesmo papel no Yahoo.

Um acordo de parceria entre Google e Yahoo na publicidade vinculada a buscas foi reprovado no ano passado, diante de fortes objeções de anunciantes e jornais, mas esses dois setores estão entusiasmados com a união entre Microsoft e Yahoo para oferecer concorrência mais forte ao Google, disse uma fonte próxima ao acordo, que pediu que seu nome não fosse mencionado por conta da delicadeza da questão.