Asustek vê entregas de 11 milhões a 13 milhões de PCs

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 14:13 BRT
 

TAIPÉ, 14 de setembro (Reuters) - A Asustek informou nesta segunda-feira que espera despachar de 11 milhões a 13 milhões de PCs portáteis este ano com a demanda apresentando melhora na Europa e outros mercados.

"Estamos vendo algum aumento na demanda na Europa, especialmente na Europa ocidental", afirmou o presidente-executivo da Asustek, Jerry Shen, a jornalistas.

A previsão é praticamente a mesma de estimativas anteriores. Em maio, o vice-presidente de operações da Asustek, Tony Chen, afirmou que a companhia tinha como meta vender 13 milhões de computadores portáteis no ano, alta de 25 por cento em relação a 2008.

Shen também afirmou que espera que a empresa embarque este ano até 1 milhão de unidades de um recém lançado notebook ultrafino, produzido com um chip da Intel que foi projetado para ocupar o espaço entre um laptop tradicional e um netbook.

"Vemos uma retomada na demanda de agora até o quarto trimestre", afirmou Shen a jornalistas. "Houve preocupações iniciais sobre o quão eficientes esses computadores seriam, mas nós conseguimos resolver esses problemas muito bem."

A Asustek tem gradualmente perdido mercado desde que lançou uma linha de netbooks bem sucedida em 2007, já que rivais maiores como Acer, HP e Dell entraram no segmento.

A categoria tem preço menor que laptops comuns e são culpados por grandes fabricantes de PCs como responsáveis por queda de receita da indústria. As empresas precisam vender até seis netbooks para conseguirem a mesma quantidade de dinheiro que levantavam com um único notebook.

Muitos analistas afirmam que a aposta na nova linha de PCs ultrafinos é uma tentativa de elevar o preço médio das vendas, já que os netbooks estão cada vez mais canibalizando as vendas de laptops tradicionais.

(Por Kelvin Soh)

 
<p>A Asustek informou nesta segunda-feira que espera despachar de 11 milh&otilde;es a 13 milh&otilde;es de PCs port&aacute;teis este ano com a demanda apresentando melhora na Europa e outros mercados.</p>