15 de Setembro de 2009 / às 17:53 / em 8 anos

iPod e netbooks fomentam briga de sensores ópticos

<p>Presidente da Apple, Steve Jobs, apresenta recursos do novo iPod Nano. A&ccedil;&otilde;es da fabricante de chips &oacute;pticos Omnivision Technologies se mantiveram perto de patamares de alta hist&oacute;ricos no lan&ccedil;amento do aparelho, impulsionadas pela expectativa de que o novo modelo vai fomentar o uso dos sensores CMOS de imagens da empresa.</p>

Por Bijoy Anandoth Koyitty

BANGALORE, Índia (Reuters) - Quando a muito aguardada aparição pública do presidente da Apple, Steve Jobs, ocorreu na semana passada, ele usou o bordão "e mais uma coisa" e imagens de um iPod nano equipado com câmera explodiram em uma enorme tela atrás dele.

Enquanto isso, as ações da fabricante de chips ópticos Omnivision Technologies se mantiveram perto de patamares de alta históricos, impulsionadas pela expectativa de que o aparelho da Apple vai fomentar o uso dos sensores CMOS de imagens da empresa.

Um representante da Omnivision não quis revelar quem são os clientes da empresa, mas reconheceu que o CMOS, tecnologia de registro de imagens de baixo custo que torna celulares com câmeras mais baratos, está rapidamente se expandindo para outros aparelhos.

Enquanto câmeras se tornam onipresentes em uma série de setores, a necessidade de tecnologia barata de consumo baixo de energia tem levado o mercado para os sensores CMOS.

"Há uma tremenda oportunidade de crescimento em mercados emergentes como notebooks, videogames, câmeras, automóveis, segurança e dispositivos médicos", disse Bruce Weyer, vice-presidente de marketing da Omnivision.

"Nossas análises indicam que o novo iPod nano terá um sensor VGA da Omnivision (um sensor CMOS de baixa resolução)", disse Tristan Gerra, analista no Robert W. Baird, em nota a clientes.

Ele espera que o preço médio de venda do chip seja de 0,20 centavos de dólar, ante uma estimativa de 1,50 a 1,60 por um sensor de 2 megapixels que equipará o iPod touch.

Sensores de imagem convertem luz em impulsos elétricos. As duas tecnologias competidoras no segmento são CMOS (sigla em inglês para Semicondutor de Metal-Óxido Complementar) e CCD (Dispositivo de Carga Acoplado).

O CCD, usado principalmente em câmeras digitais e em aplicações industriais, é conhecido por qualidade elevada de imagem e imagens com pouco ruído, mas tende a ser mais caro.

Mas a expansão do CMOS tem invadido o território do CCD. O mercado de CCD encolheu 7,1 por cento em 2008, enquanto o CMOS cresceu 5,2 por cento, segundo a empresa de pesquisa Gartner.

A tecnologia CMOS deve encontrar uso maior em feudos do CCD nos próximos cinco anos, como em aplicações automotivas, industriais e médicas, afirmou Hiroyuki Shimizu, analista do Gartner, conforme melhorias técnicas contornam problemas como baixa qualidade de imagem em condições de pouca luz.

Enquanto isso, a Omnivision tem visto a participação das receitas geradas com CMOS para aparelhos fora do mundo celular crescer de forma consistente, de 20 por cento em 2007, para 35 por cento em 2008. O segmento contribuiu com 45 por cento do faturamento no primeiro trimestre, impulsionado principalmente por notebooks e netbooks.

O Gartner estima que em 2013, mais de 60 por cento dos notebooks usados em casa e 40 por cento dos usados no trabalho serão equipados com câmeras. Já em netbooks as percentagens crescem para mais de 90 e 80 por cento, respectivamente.

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