Nokia é processada no Brasil por disputa pela marca Ouvi/Ovi

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 19:48 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE (Reuters) - A finlandesa Nokia encontra-se no meio de uma disputa legal sobre o uso de sua marca de serviços Ovi no Brasil, o maior mercado de telecomunicações da América Latina.

A empresa brasileira de serviços de telecomunicações Ouvi Divulgação e Marketing em Celulares disse à Reuters que a Nokia estaria abusando da marca Ovi no Brasil, competindo diretamente com a Ouvi, marca usada pela firma brasileira desde 2004.

Segundo a Ouvi, a decisão do tribunal sobre o caso pode sair a qualquer momento. A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, não quis comentar o andamento do processo.

Para a Nokia, o Ovi ---marca lançada em 2007-- é suficientemente distinta de Ouvi, acrescentando que a palavra Ovi tem um sentido diferente em finlandês. A Nokia também afirmou que a marca seria apresentada normalmente em conjunto com a marca registrada Nokia.

"O que a Nokia parece não ter notado é que os 190 milhões de habitantes do Brasil falam português, e não finlandês", disse Tore Haugland, presidente-executivo da Ouvi, que é controlada pela firma de investimentos norueguesa Diem Telekom.

A Ouvi afirmou que, em 2004, também registrou um domínio na Internet com o nome de Ovi --ovi.com.br-- uma vez que na pronúncia em português as duas palavras são semelhantes.

"Estamos certos de que o tribunal brasileiro irá decidir a nosso favor e esperamos a remoção da marca Ovi pela Nokia de todos seus carregamentos de aparelhos no Brasil e que parem de usar e citar a marca no Brasil", disse Haugland à Reuters.

Este é o último caso de uma série de problemas com o serviço Ovi da Nokia, que foi lançado sob os holofotes em 2007, mas não teve um bom começo, sendo que apenas alguns serviços ganharam força no mercado.

A Nokia afirmou que solicitou o registro da marca Ovi antes da empresa brasileira, mas nenhuma das duas teve a marca registrada com a devida autoridade de patentes e marcas no Brasil.

"Temos o nome da nossa marca também em nossa razão social, que, na lei brasileira, conta mais que uma marca registrada", disse Haugland.