Revistas dos EUA planejam banca online, lideradas pela Time

segunda-feira, 5 de outubro de 2009 11:17 BRT
 

Por Robert MacMillan

TORONTO (Reuters) - A Time está unindo as editoras de revistas dos Estados Unidos a fim de iniciar um site que servirá como banca online de revistas, a ser operado conjuntamente a partir do ano que vem. O serviço distribuiria o conteúdo que elas publicam a aparelhos móveis como os leitores eletrônicos de livros, cada vez mais populares.

A Time Warner está liderando o esforço e abordou outras grandes editoras de revistas norte-americanas, tais como a Conde Nast e a Hearst, disse à Reuters uma fonte que conhece os planos para a joint venture mas não está autorizada a falar a respeito.

Os usuários do serviço teriam acesso a uma banca digital na qual poderiam adquirir assinaturas, potencialmente mensais ou anuais, e também em outras formas, informou a fonte.

O empreendimento permitiria que as revistas que foram prejudicadas pela forte queda em receita publicitária nos últimos anos ofereçam seus títulos a pessoas que cada vez mais recorrem a aparelhos como o Kindle, da Amazon.com, ou um tablet computer planejado pela Apple, para a leitura de livros, revistas e jornais.

O serviço também permitiria cobrar dos leitores pelo conteúdo, algo que vem sendo quase impossível para as editoras de jornais e revistas depois de mais de uma década de presença na Web.

Há muito em jogo para as editoras, que precisam encontrar maneiras de ganhar mais dinheiro online. A receita de publicidade em mídia impressa vem caindo para quase todos os títulos, e isso forçou algumas empresas a fechar as portas e causou dúvidas quanto ao futuro de outras. Já circularam muitas reportagens sobre a possibilidade de que a Time Warner venda sua divisão de revistas, ainda que nada seja iminente a esse respeito, de acordo com informações anteriores de fontes.

Um anúncio formal sobre o novo serviço deve surgir dentro de um mês, e ele deve sair no ano que vem, afirmou a fonte, acrescentando que muitos detalhes financeiros ainda precisavam ser definidos.

A ideia surgiu de John Squires, executivo da Time encarregado neste ano de descobrir maneiras de ajudar a empresa e seus títulos - as revistas Times, Sports Illustrated, Fortune e People - a ganhar dinheiro online, à medida que as versões impressas declinam.