Microsoft descarta desenvolver aparelho de leitura digital

quinta-feira, 8 de outubro de 2009 17:31 BRT
 

Por Harro Ten Wolde

ROTERDÃ, Holanda (Reuters) - A Microsoft não tem planos para desenvolver um aparelho de leitura digital, conhecido como "e-reader", para competir com a crescente popularidade do Kindle, da Amazon.com, e o dispositivo semelhante que supostamente estaria sendo desenvolvido pela Apple.

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou nesta quinta-feira que a empresa não tem motivo de ter um "e-reader" com sua marca, uma vez que já fornece o software que opera o aparelho de leitura mais popular do mercado.

"Já temos um aparelho para leitura. É o mais popular do mundo. É o computador pessoal", disse Ballmer nos bastidores da gravação de um programa de TV na Universidade Erasmus, na Holanda.

A maior fabricante de softwares do mundo já conta com seu sistema operacional Windows, que é usado por nove em cada 10 computadores em todo o mundo.

Ballmer afirmou ainda que a Microsoft também estaria disposta a trabalhar com a Amazon.com para disponibilizar mais livros para PCs, alguns dias depois de a varejista online ter ampliado o mercado do Kindle para outros 100 países ao redor do mundo.

A expectativa é de que os dispositivos de leitura digital sejam o presente do momento na temporada de vendas de festas de fim de ano nos Estados Unidos. A empresa de pesquisa Forrester elevou nesta semana sua previsão de vendas de "e-readers" nos EUA em 2009 em 50 por cento, para 3 milhões de unidades.

A Apple também estaria desenvolvendo um aparelho que poderia ser usado como dispositivo de leitura, e especialistas do setor afirmavam que a Microsoft também estaria cogitando medida semelhante.

A fabricante de software já vende o programa Microsoft Reader para leitura de livros no PC.

 
<p>"J&aacute; temos um aparelho para leitura. &Eacute; o mais popular do mundo. &Eacute; o computador pessoal", disse o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, que apresentou na quarta-feira o novo sistema operacional da empresa em Munich. REUTERS/Michaela Rehle</p>