Google lança campanha global para atrair clientes corporativos

segunda-feira, 19 de outubro de 2009 11:28 BRST
 

Por Alexei Oreskovic

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Google informou que mais de 2 milhões de negócios agora utilizam seu software office online, e o líder no segmento de buscas na Internet lança nesta segunda-feira uma campanha publicitária global para afastar os clientes dos produtos da Microsoft e da IBM.

A campanha, que começa nesta segunda-feira em países como França, Japão e Grã-Bretanha, representa uma rara incursão do Google no mercado de publicidade e ressalta a crescente competitividade para fornecer email e outros softwares para empresas.

Embora a Microsoft e a IBM dominem o mercado de email corporativo, o Google está tentando convencer os empreendimentos a mudar para os chamados serviços de computação em nuvem, no qual o software é acessado por meio da Internet e mantido na central de dados do Google em vez dos computadores da companhia.

Serviços de computação em nuvem possibilitam economias com custo e manutenção em comparação aos softwares tradicionais, embora recentes interrupções de alto perfil --incluindo uma pane no Gmail na semana passada-- levantaram dúvidas sobre a confiabilidade do software online para usuários corporativos.

O analista da empresa de pesquisa Gartner Tom Austin afirmou que a maioria dos empreendimentos eventualmente mudarão para email com base na computação em nuvem, mas que o processo pode levar anos.

Ele observou que a IBM e a Microsoft introduziram produtos de computação em nuvem recentemente, e que a Cisco Systems parece estar se preparando para oferecer seu próprio software do tipo.

Na quinta-feira, o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, afirmou a investidores durante a coletiva sobre o resultado trimestral da companhia que pretende aumentar os investimentos em novas iniciativas de negócios.

A campanha de marketing do Google, que circulou pela primeira vez nos Estados Unidos em agosto, envolve anúncios em publicações como New York Times, Forbes e The Economist, bem como cartazes em aeroportos e estações de trem em várias cidades.