22 de Outubro de 2009 / às 16:12 / em 8 anos

Itália investiga ameaças de morte a Berlusconi no Facebook

<p>Foto de arquivo do primeiro-ministro da It&aacute;lia, Silvio Berlusconi. Nesta quinta-feira, autoridades italianas iniciaram uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre grupos no Facebook chamados "Vamos Matar Berlusconi", afirmando que as acusa&ccedil;&otilde;es virtuais podem se tornar um ataque real contra o premi&ecirc;. REUTERS/Tony Gentile</p>

Por Philip Pullella

ROMA (Reuters) - Autoridades italianas iniciaram uma investigação sobre grupos no Facebook chamados “Vamos Matar Berlusconi”, afirmando que as acusações virtuais podem se tornar um ataque real contra o primeiro-ministro.

Há pelo menos três páginas com o título em italiano “Uccidiamo Berlusconi” no site de relacionamentos, com um total de 16.540 membros. Cada um deles traz uma foto de Silvio Berlusconi com um círculo vermelho e uma linha diagonal cruzando o rosto do premiê italiano.

“Esses grupos fomentam o ódio por Berlusconi, eles pedem o assassinato dele... Espero que os magistrados cumpram suas obrigações”, disse o ministro da Justiça italiano, Angelino Alfano.

De acordo com a mídia, a polícia italiana considera bloquear o primeiro dos sites, que entrou no ar no ano passado e cujo número de membros cresceu nos últimos meses, enquanto escândalos na vida pessoal de Berlusconi colocaram-no no centro de uma polêmica nacional.

A Suprema Corte italiana tirou este mês a imunidade do primeiro-ministro, abrindo caminho para a continuidade dos processos que acusam o político e magnata da mídia de corrupção.

“INSANO”

No entanto, mesmo líderes da oposição como o chefe do Partido Democrático, Dario Franceschini, concorda que o Facebook, cuja sede fica na Califórnia, deveria tirar as ameaças do ar.

“Isso é insano”, disse Franceschini.

Várias centenas de novos membros aderiram aos grupos no Facebook só na quinta-feira. Alguns dos comentários postados disseram que eles decidiram entrar nos grupos depois de ler sobre eles na mídia, mas rejeitaram sugestões de que iriam de fato machucar Berlusconi.

Eles dizem que o site é uma provocação e foi criado para ser um lugar onde as pessoas possam expressar sua oposição ao governo e às políticas de Berlusconi.

Essa não é a primeira vez que grupos no Facebook sofrem investigação das autoridades italianas. Em janeiro, ativistas anti-máfia expressaram alarme porque páginas no site de relacionamento elogiando alguns dos chefões da Cosa Nostra estavam atraindo centenas de jovens admiradores.

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