23 de Outubro de 2009 / às 20:41 / 8 anos atrás

Emergentes precisam acelerar crescimento de banda larga, diz ONU

Por Jonathan Lynn

GENEBRA (Reuters) - Países emergentes podem acabar perdendo a chance de se beneficiar das tecnologias de informação devido à falta de estrutura para banda larga, afirmou uma agência das Nações Unidas (ONU).

A falta de acesso rápido à Internet priva esses países da possibilidade de desenvolver uma indústria de serviços terceirizados, afirmou a agência de comércio e desenvolvimento da ONU, Unctad.

A carência também priva a população desses países de aproveitarem todos os benefícios do uso de celulares.

“Diminuir a desigualdade digital continua sendo um grande desafio para a promoção do desenvolvimento”, disse o vice-secretário geral da Unctad, Petko Draganov.

A desigualdade na banda larga “está se tornando uma grande desvantagem para empresas em muitos países mais pobres”, afirmou ele durante apresentação de lançamento do Relatório de Informação Econômica da Unctad.

Empresas e consumidores têm 200 vezes mais chance de ter acesso à banda larga em países desenvolvidos que nos mais pobres dos países menos desenvolvidos do mundo, segundo o relatório.

E no custo da banda larga também há uma enorme diferença --mais de 1.300 dólares em Burkina Faso, República Centro-Africana, ante um preço de menos de 13 dólares no Egito e na Tunísia.

A banda larga é essencial para a indústria de serviços terceirizados como centrais de atendimento, setor que muitos países africanos, caribenhos e asiáticos pretendem se desenvolver e expandir.

A expansão de empresas do tipo é bastante provável, mesmo com a crise econômica, pois permite o corte de custos em companhias com sede de países ricos, observou a Unctad.

Com Internet rápida, consumidores também podem desfrutar mais de seus celulares --que vêm rapidamente superando os computadores como principal ferramenta de tecnologia de informação e comunicação em países emergentes.

Pessoas em países mais pobres estão usando cada vez mais seus celulares para fazer transações bancárias, para checar os movimentos do mercado e para ficar de olho na previsão do tempo --o que reduz a necessidade de se deslocar e, portanto, impulsiona a produtividade, observou a Unctad.

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