Crescimento no mercado de celulares causa temor sobre preços

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 09:34 BRST
 

Por Tarmo Virki

HELSINKI, 30 de outubro (Reuters) - O mercado mundial de celulares deve crescer no quarto trimestre, propelido pelas vendas natalinas, depois de quatro trimestres de queda, o que desperta temores de batalhas de preços, disseram analistas na sexta-feira.

O setor de telefonia móvel está encerrando o pior ano de sua história. A maior fabricante mundial de celulares, Nokia, previu no começo deste mês que o volume de vendas em 2009 ficaria sete por cento abaixo do de 2008, o que implica uma ligeira alta no quarto trimestre.

"O setor está a caminho da recuperação," disse Neil Mawston, analista do grupo de pesquisa Strategy Analytics, prevendo que as vendas de celulares cresceriam três por cento, em termos anualizados, no quarto trimestre.

A Strategy Analytics estimou que 291 milhões de celulares tenham sido vendidos no terceiro trimestre, quatro por cento abaixo do total do período em 2008.

Em separado, o grupo de pesquisa IDC estimou queda de seis por cento para o mercado ante o ano anterior, com 287 milhões de unidades vendidas no terceiro trimestre.

"No terceiro trimestre, vimos alguns canais promovendo aparelhos mais velhos a preços substancialmente mais baixos. Para muitos, isso bastou para estimular a demanda e levar os volumes a uma alta," disse Ramon Llamas, analista do IDC.

A Nokia reduziu os preços dos celulares de toda a sua linha, na metade de outubro, e analistas disseram que os cortes trimestrais de preço se distribuíram de forma equitativa entre os modelos, com desconto médio de cinco por cento.

"O Natal deve ser muito promocional --os cortes de preços no mercado do Reino Unido já são agressivos, especialmente entre os telefones de tela de toque com preço mais baixo," disse Tero Kuittinen, analista da MKM Partners.

Kuittinen disse que, com todos os fabricantes tentando empurrar seus novos modelos, o setor pode enfrentar excesso de oferta em 2010, como aconteceu em 2001, ainda que naquele ano a oferta excessiva tenha coincidido com uma queda no volume.