Lucro líquido da Lenovo mais que dobra no 2o trimestre

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 09:22 BRST
 

TAIPÉ/HONG KONG, 5 de novembro (Reuters) - A Lenovo, quarta maior fabricante mundial de computadores, superou nesta quinta-feira expectativas do mercado sobre seu lucro trimestral. O resultado foi impulsionado por fortes vendas na China e foi o primeiro positivo depois de três trimestres consecutivos de prejuízo.

Os resultados da Lenovo coroam uma sequência de números superiores aos esperados anunciados por empresas do setor, como a Microsoft e o Google, reafirmando o retorno da demanda por tecnologia e despertando esperanças de que os gastos das empresas e consumidores estejam voltando a subir.

Apesar disso, "a Lenovo antecipa que o ambiente de mercado continue a apresentar desafios ao grupo no segundo semestre do ano fiscal, já que a demanda comercial continua fraca", afirmou a empresa em comunicado à bolsa de valores de Hong Kong.

A Lenovo, que está reduzindo seu quadro de funcionários e consolidando divisões, vem sendo uma das principais beneficiárias das medidas tomadas pela China para encorajar o consumo.

A China uma vez mais respondeu pela maior porção da receita da empresa, o equivalente a 49 por cento de seu faturamento, pouco acima dos 48 por cento registrados no trimestre anterior.

Isso aconteceu apesar dos esforços de rivais como Dell, Acer e Asustek para se expandirem na China, com ampliação de investimentos em marketing.

A Lenovo divulgou lucro líquido de 53,08 milhões de dólares no trimestre de julho a setembro, superando as expectativas de mercado quanto a um lucro de 24,5 milhões de dólares, de acordo com pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S.

O total corresponde a mais que o dobro dos 23,4 milhões de dólares de lucro reportados no período em 2008. A receita trimestral caiu em cerca de 5 por cento, para 4,1 bilhões de dólares, porque a demanda empresarial continua travada.

A Lenovo continua a ser a maior marca de computadores da China em termos de participação de mercado, de acordo com o grupo de pesquisa IDC, com fatia de 28 por cento, adiante de rivais mundiais de maior porte, tais como HP e Dell.