Gastos on-line no Natal devem subir 3% nos EUA, diz comScore

terça-feira, 24 de novembro de 2009 19:49 BRST
 

SAN FRANCISCO (Reuters) - A comScore afirmou nesta terça-feira que espera que os gastos on-line de Natal nos Estados Unidos aumente 3 por cento, e a empresa de análise mencionou um começo positivo para a temporada de compras de Natal na Internet.

O total gasto on-line no período de dois meses, a partir de novembro, deve chegar aos 28,8 bilhões de dólares, ante os 28 bilhões registrados em 2008, informou a empresa. No período de festas de 2008, os gastos na Internet caíram 3 por cento.

Pesos-pesados do varejo on-line Amazon.com e Wal-Mart Stores já começaram uma guerra de preços na Internet, oferecendo grandes descontos em itens como livros novos, em uma tentativa de atrair participação de mercado durante a época de Natal.

Nos primeiros 22 dias da temporada de compras de Natal de novembro-dezembro, o consumidor norte-americano já gastou 8,21 bilhões de dólares na Internet, 2 por cento a mais que os 8,03 bilhões registrados um ano antes.

O presidente do conselho da comScore, Gian Fulgoni, disse em comunicado que a temporada de compras de Natal teve "um bom começo".

"Mesmo assim, os gastos na Internet neste Natal provavelmente serão temperados pela realidade nua e crua de uma taxa de desemprego de 10 por cento e menos renda a disposição na carteira de muitos consumidores", acrescentou.

Apesar da melhora ao longo do ano, os resultados ficarão bem abaixo das taxas de crescimento de 20 por cento ou mais vistas nos últimos anos.

Muitos consumidores preferem fazer compras on-line do que ir até as lojas para comparar preços, buscar pechinchas e evitar viagens até o shopping center.

No começo do mês, a comScore afirmou que a tendência para vendas do terceiro trimestre era a mesma que do ano passado, sem crescimento. A empresa disse ainda que os resultados do quatro trimestre seriam positivos, mas apenas devido às boas comparações com o ano anterior e não porque haverá um fortalecimento dos gastos de consumidores.

Há um ano, consumidores diminuíram muito seus gastos em meio à crise econômica global.

(Reportagem de Alexandria Sage)