30 de Novembro de 2009 / às 13:25 / 8 anos atrás

Computação em nuvem vai para baixo da terra na Finlândia

Por Tarmo Virki

HELSINQUE, 30 de novembro (Reuters) - No frio de uma imensa caverna por sob uma catedral da igreja ortodoxa, uma empresa municipal de energia está preparando a central de processamento de dados mais ecológica do planeta.

O calor excedente de centenas de servidores que ficarão instalados por sob a catedral de Uspenski, um dos locais turísticos mais populares de Helsinque, será capturado e canalizado para a rede de aquecimento do bairro, um sistema de canos que conduzem água quente para aquecer as casas da capital finlandesa.

“É perfeitamente viável que proporção considerável do aquecimento da capital seja produzida por meio da energia térmica gerada por centrais de computação”, disse Juha Sipila, gerente de projeto da Helsingin Energia.

A Finlândia e outros países do norte da Europa estão usando suas redes de água como veículos para fontes renováveis de energia, capturando calor residual de maneira a aquecer a água bombeada pelo sistema.

A nova central de dados da Academica, uma empresa local de serviços de informação, deve entrar em funcionamento em janeiro, e servirá como uma nova maneira de enfrentar as preocupações ambientais relacionadas à ascensão da Internet como polo central de armazenagem de dados e poder de processamento, a chamada “computação em nuvem”.

As empresas que procuram economia de escala e cortes em longo prazo nos gastos com tecnologia estão concentrando suas atenções nas centrais de processamento de dados, que respondem por até 30 por cento dos custos de energia de muitas empresas.

Centrais de processamento como as que o Google opera em todo o mundo já empregam um por cento da energia mundial, e suas necessidades energéticas estão em rápida expansão, dada a tendência de terceirização de serviços de computação.

Um dos grandes problemas é que em uma central de processamento típica, apenas 40 a 45 por cento da energia é usada na computação; o restante serve principalmente para refrigerar os servidores.

“A questão é premente para as empresas de informática, porque a alta nos custos de energia para ao acionamento e refrigeração dos servidores é vista como superior à da demanda por eles”, disse Steven Nathasingh, presidente-executivo do grupo de pesquisa Vaxa.

A energia inserida pelo centro de processamento de dados na rede de aquecimento da cidade é comparável a uma grande turbina eólica, ou suficiente para aquecer 500 casas grandes.

Quando ampliado como planejado, o centro vai cortar a conta de eletricidade da Academica em 375 mil euros (561 mil dólares) por ano. O faturamento da companhia em 2008 somou 15 milhões de euros.

O centro de processamento ainda tem um recurso adicional: segurança. Ele foi instalado em um abrigo antibombas escavado na pedra pela brigada de incêndio durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo era abrigar autoridades da cidade contra ataques aéreos russos.

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