Lula espera para 2010 lançamento de foguete com Ucrânia

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 15:27 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que espera para o ano que vem o lançamento do foguete lançador de satélites Cyclone-4, em parceria com a Ucrânia, antes do término de seu mandato.

"Eu espero que, como o meu mandato termina no dia 31 de dezembro, à meia-noite de 2010, eu espero que eu ainda possa inaugurar o lançamento", disse Lula em entrevista coletiva ao lado do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, segundo informações da Presidência da República. Lula está em visita oficial à Ucrânia.

Lula sinalizou que um dos objetivos de sua visita ao país do Leste Europeu é agilizar o andamento dessa parceria. "O que é importante é que a vinda de um presidente a outro país apressa as decisões", disse.

"Tudo aquilo que estava demorando, quando a gente marca uma agenda... as coisas que estavam travadas destravam e começam a funcionar", disse.

O presidente falou ainda sobre a presença de comunidades quilombolas na região do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, de onde o Cyclone-4 será lançado, e classificou o projeto como "extremamente estratégico".

"São descendentes de escravos que moram nessa área, e para que a gente faça qualquer coisa lá, é preciso que a gente faça um acordo com eles, da forma mais democrática", disse.

Em 2003, um acidente em Alcântara matou 21 pessoas e destruiu o Veículo Lançador de Satélites (VLS) três dias antes do programado para seu lançamento.

A tragédia foi provocada pela ignição prematura de um dos motores do foguete que deveria colocar dois satélites em órbita.

O Centro de Lançamento de Alcântara é a base mais próxima da linha do Equador já construída, o que permite aos foguetes lançados o uso de menos combustível para entrar em órbita e o transporte de cargas maiores, já que contam com as forças centrífugas da Terra.

(Por Eduardo Simões)

 
<p>O presidente Lula e o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, se reuniram em Kiev nesta quarta-feira. REUTERS/Gleb Garanich</p>