Nokia Siemens quer ser mais agressiva em contratos no Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 11:31 BRST
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE, 3 de dezembro (Reuters) - A Nokia Siemens Networks tem como meta conquistar mais participação em um mercado estável no próximo ano e quer ser mais agressiva para obter contratos em mercados importantes como Índia, Brasil, Estados Unidos, China, Rússia e Japão, afirmou nesta quinta-feira o presidente-executivo da empresa, Rajeev Suri.

O executivo afirmou ainda que a fabricante de equipamentos para operadoras de telecomunicações se prepara para revelar em breve um quarto pedido envolvendo a tecnologia LTE.

Os fabricantes de equipamentos de telecomunicações tem sido afetados pela recessão, que reduziu os gastos das operadoras, além da forte competição das chinesas Huawei e ZTE. Nesse sentido, os pedidos de redes baseadas na nova tecnologia LTE são vistos como importantes para fornecedores como Nokia Siemens e Alcatel-Lucent.

Suri afirmou que a batalha entre os fornecedoras de equipamentos para telecomunicações não piorou. "Não vejo qualquer irracionalidade ou piora significativa na queda dos preços (dos equipamentos)", disse Suri a repórteres, acrescentando que empresa deve gerar dinheiro este ano.

A Nokia Siemens estima uma margem de lucro operacional chegando na melhor das hipóteses a 2 por cento no próximo ano, segundo previsões divulgadas na quarta-feira.

Enquanto isso, a concorrente Alcatel-Lucent projeta margem de lucro operacional de 5 por cento em 2010, esperando crescimento de até 5 por cento do mercado.

Apesar de afirmar que a Nokia Siemens quer ser mais agressiva em mercados importantes, Suri disse que a companhia não está pronta para fazer fortes reduções de preços para fechar negócios nesses mercados.

"Continuaremos a ter disciplina em acordos", explicou o executivo.