Net descarta guerra de preços com chegada da Vivendi ao Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 16:37 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Net, que recentemente tomou da espanhola Telefónica o posto de maior provedora de Internet rápida do Brasil, acredita que a chegada da francesa Vivendi ao país não provocará uma guerra de preços nos serviços de telecomunicações.

A Vivendi anunciou em 13 de novembro a compra do controle da brasileira GVT, depois de uma intensa disputa pelo ativo travada com a Telesp, unidade da Telefónica. Considerando 100 por cento do capital da GVT, o negócio chega a cerca de 4,2 bilhões de dólares.

Para o presidente da Net, José Felix, as empresas do setor já trabalham com margem de retorno apertadas e há pouco espaço para manobra "mágica".

"Se essas empresas se aventurarem num mercado desconhecido, vão pagar um preço alto... Se não houver mudança na estrutura de custos, não tem mágica", disse Félix a jornalistas nesta quinta-feira.

Félix classificou como espantoso o valor pago pelos franceses para a compra da GVT.

Inicialmente, a Vivendi se dispôs a pagar 42 reais por ação da GVT --33,3 por cento a menos que sua oferta vitoriosa de 56 reais por papel. A Telefónica propôs desembolsar 50,50 reais por ação da GVT.

"É um negócio que ninguém entendeu no mercado. O preço pago é espantoso, mas não acredito que venham para fazer loucuras", acrescentou o presidente da Net.

A Net teve no terceiro trimestre margem Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- de 27 por cento, um ponto percentual acima da registrada um ano antes.

Maior empresa de TV por assinatura do país e com oferta também de serviços de banda larga e telefonia fixa, a Net pretende investir no ano que vem ao menos 1 bilhão de reais, em linha com o aplicado em 2009.   Continuação...