Samsung vai usar software para ganhar terreno nos smartphones

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 10:39 BRST
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE, 8 de dezembro (Reuters) - A Samsung Electronics espera melhorar sua posição no mercado de celulares inteligentes ao abrir seu software, mas os analistas duvidam que seja capaz de desafiar a plataforma da Apple como favorita dos programadores.

A Samsung, segunda maior fabricante mundial de celulares, lançou sua plataforma para celulares inteligentes, chamada bada, na terça-feira, em Londres.

O foco do mercado de celulares agora está no software, com a entrada da Apple e do Google no mercado.

A Samsung e a rival LG Electronics, terceira maior fabricante mundial de celulares, vêm correndo para deixar sua marca no mercado de celulares inteligentes, que cresce rapidamente.

Hosoo Lee, vice-presidente executivo e diretor do Media Solution Center da Samsung Electronics, disse que "acredito que a Samsung se tornará uma verdadeira líder na telefonia móvel, oferecendo ampla gama de opções quanto a celulares inteligentes aos consumidores".

Ari Virtanen, diretor de soluções para comunicações sem fio na Elektrobit, uma empresa finlandesa de telefonia móvel, disse que "a menos que você disponha de uma estratégia de aplicativos e sistema operacional... existe o risco de que se marginalize como fornecedor apenas de hardware."

"O bada é necessário para estimular a comunidade de programadores e a criação de aplicativos", disse Virtanen.

Samsung e LG até o momento vêm crescendo com a venda de celulares equipados com câmeras e telas de toque, mas sem muito software ou conteúdo adicional.

Os analistas e programadores afirmam que a resposta a outra plataforma deve ser modesta. Os criadores de software para celulares precisam produzir diferentes versões de aplicativos para cada plataforma e sistema operacional, o que multiplica seus custos.

"O bada enfrentará uma recepção fria da parte dos programadores e das operadoras, e a Samsung terá de batalhar para conquistar posição de relevância", disse Ben Wood, diretor de pesquisa da CCS Insight.