Influência do Googlephone importa mais que as vendas

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 12:59 BRST
 

Por Robert Cyran

NOVA YORK, 14 de dezembro (Reuters) - O Googlephone está chegando. O Google está ampliando seus esforços para subverter o mercado de telefonia móvel ao lançar uma celular projetado pela empresa e que no momento está em teste entre seus funcionários.

O interesse do gigante das buscas em vendê-lo sem o subsídio das operadoras significa que o aparelho, produzido pela taiuanesa HTC, provavelmente não será grande sucesso. Mas representa um importante exemplo sobre o que se pode fazer com o sistema operacional Android desenvolvido pela empresa para celulares.

Os celulares sem subsídios jamais venderam bem nos Estados Unidos. Com base nos custos de outros celulares inteligentes, o aparelho do Google deve ter preço de entre 500 e mil dólares.

Os consumidores não gostam de desembolsar quantias elevadas como essa à vista, mas apreciam aparelhos novos e atraentes. Por isso, as operadoras normalmente subsidiam a venda desses modelos, com o usuário aceitando pagar menos em troca de aceitar um contrato com duração de alguns anos.

Além disso, vender celulares desbloqueados é um problema devido aos diferentes padrões e frequências das redes. Por exemplo, um celular que funcione em velocidade altíssima na rede da T-Mobile provavelmente rastejará na da AT&T.

Por que, então, o Google consideraria essa ideia? Talvez algumas pessoas estejam cansadas de rivais como o iPhone, e não liguem para preços. Outros consumidores podem decidir fazer as contas e descobrir que sai mais barato pagar pelo aparelho à vista. Ou talvez uma combinação entre serviços gratuitos do Google e alguma forma de subsídio pela empresa torne seus preços competitivos.

O mais provável, porém, é que o Googlephone represente um esforço para influenciar percepções.

As operadoras de telefonia móvel têm considerável influência sobre o design de celulares. Afinal, são elas que fazem grandes pagamentos aos fabricantes de equipamentos para prenderem assinantes aos seus serviços via celulares subsidiados.   Continuação...