Empresas de Web da China criam fundo para filmes de Hollywood

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 16:02 BRST
 

XANGAI, 22 de dezembro (Reuters) - O portal chinês de Internet Sohu e o site de vídeo Ku6 anunciaram na terça-feira que vão criar um fundo para comprar licenças de exibição de filmes e programas de TV de Hollywood em suas páginas, atendendo à demanda ampliada dos usuários por acesso à mídia ocidental.

As duas empresas investirão um total de 10 milhões de dólares no fundo e também prometeram remover o conteúdo pirateado de seus sites, anunciou em comunicado o Ku6, divisão da Shanda Interactive Entertainment.

A China abriga o maior número mundial de usuários de Internet, mas o rápido avanço de alguns dos segmentos do setor, como os serviços de vídeo e os jogos de azar online, fizeram da regulamentação e da pirataria preocupações importantes.

A China, que impõe controles severos ao material de mídia importado, afirmou na terça-feira que lamentava sua derrota em um recurso à Organização Mundial de Comércio (OMC), contra a decisão de que seus monopólios de importação representavam violação de compromissos comerciais.

A China havia recorrido contra uma decisão da OMC que rejeitava os monopólios de importação sobre livros, filmes e entretenimento em áudio, alegando que o país deve ter direito de controlar importações capazes de violar a moral pública.

Um painel de juízes rejeitou o recurso chinês na segunda-feira. Os Estados Unidos, que apresentaram a queixa original, argumentaram que a China não deveria impor monopólios sobre as importações de produtos de venda autorizada ou que estão amplamente disponíveis em versões pirateadas.

A maioria dos vídeos norte-americanos disponíveis nos populares sites chineses de vídeo são piratas, ainda que a regulamentação e a autocensura venham desempenhando papel cada vez mais importante na redução desse tipo de conteúdo.

Gary Wang, presidente-executivo do site de vídeo Tudou, declarou este mês que a transição dos televisores para os vídeos na Web estava acontecendo em ritmo muito mais rápido na China que nos Estados Unidos, já que os jovens chineses desejam variedade maior de programas do que a mídia chinesa, estreitamente controlada pelo Estado, costuma oferecer.