Itália abandona plano de proibir sites que promovem ódio

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 12:52 BRST
 

Por Silvia Aloisi

ROMA (Reuters) - A Itália abandonou o plano de proibir os sites que promovem o ódio na Internet, apesar da promessa de medidas radicais depois que surgiram na rede páginas de fãs que elogiaram o ataque ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

O ministro do Interior Roberto Maroni, que havia proposto o bloqueio a esses sites depois da agressão ao primeiro-ministro, disse ao final de uma reunião na terça-feira com executivos do Facebook, Google, Microsoft e provedores de serviços de Internet que buscaria uma solução por meio de um código voluntário de conduta, e não através de novas leis.

"Caso surja acordo quanto a isso, seria o primeiro desse tipo no mundo", disse ele, acrescentando que as negociações serão retomadas em janeiro.

Os aliados de Berlusconi estavam furiosos com as páginas de fãs de Massimo Tartaglia, que golpeou Silvio Berlusconi no rosto em 13 de dezembro depois de um comício em Milão. As páginas de tributo, especialmente no Facebook e YouTube, começaram a surgir horas depois do ataque.

Em comunicado divulgado na semana passada, o Facebook anunciou que tomaria medidas rápidas para remover qualquer conteúdo denunciado à empresa com ameaças diretas a um indivíduo.

O site fechou a maior das páginas de fãs de Tartaglia, que havia conquistado 100 mil adesões em menos de 48 horas, mas na terça-feira pelo menos dois outros grupos pró-Tartaglia eram visíveis.

Também surgiu um vídeo no YouTube que lança dúvidas sobre a autenticidade do ataque, alegando que ele foi encenado.

Maroni, membro da Liga Norte, um partido de extrema direita, havia prometido inicialmente a aprovação de um decreto de emergência que bloquearia os sites de ódio.   Continuação...