Vendas no varejo online dos EUA sobem 15,5% nas festas

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 11:21 BRST
 

Por Phil Wahba

MONTREAL (Reuters) - O varejo dos Estados Unidos apresentou melhor desempenho durante a temporada de festas de 2009, com alta de vendas da ordem de 3,6 por cento, de acordo com a SpendingPulse, uma divisão da MasterCard Advisors.

Os números da SpendingPulse excluem as vendas de gasolina e automóveis. Eles refletem atividade acompanhada pela SpendingPulse nas redes de pagamento MasterCard, bem como estimativas sobre outras formas de pagamento, a exemplo de cheques e dinheiro vivo.

A alta foi propelida por uma expansão de 15,5 por cento nas compras online, bem como por uma modesta recuperação em categorias como bens de luxo e roupas femininas, de acordo com a SpendingPulse. No final de 2008, o varejo registrou queda de vendas, em seu pior desempenho para um período de festas em décadas, em meio à crise mundial dos mercados financeiros.

A SpendingPulse acompanha os gastos natalinos desde 2002, no período entre 1o de novembro e a véspera de Natal.

"No ano passado, a economia e os gastos dos consumidores estavam em queda livre. Este ano, estamos falando de um ambiente que se estabilizou", disse o diretor de pesquisa econômica da SpendingPulse, Kamalesh Rao.

A alta nos gastos online deriva do maior conforto dos consumidores com relação ao comércio eletrônico, bem como às tempestades de neve que varreram a costa leste e a região centro-oeste dos EUA na semana anterior ao Natal, impedindo que muitos consumidores saíssem de casa. As vendas online respondem por cerca de cinco por cento do consumo norte-americano.

Mas Rao alerta que a retomada dos gastos de varejo não está "firme" e que eles continuam bem abaixo do nível de 2007.

As vendas de período de festas respondem por entre 25 e 40 por cento do faturamento anual em muitas cadeias de varejo norte-americanas. A National Retail Federation havia previsto queda de um por cento nas vendas natalinas deste ano nos EUA.

Os bens de luxo, que incluem vendas em lojas de departamento finas como Saks e Nordstrom, se recuperaram depois do colapso de 2008, mostrando alta de 0,8 por cento.