Celulares podem proteger cérebro contra doença de Alzheimer
Por JoAnne Allen
WASHINGTON (Reuters) - Um estudo realizado com ratos sugere que o uso de telefones celulares pode ajudar na prevenção contra alguns dos efeitos degenerativos da doença de Alzheimer, divulgaram pesquisadores norte-americanos.
Após serem sujeitos a ondas eletromagnéticas semelhantes às usadas em aparelhos celulares por longos períodos de tempo, ratos modificados geneticamente para desenvolver a doença de Alzheimer se saíram bem em testes de memória e raciocínio -- tão bem quanto ratos saudáveis, segundo os pesquisadores em artigo publicado na revista Journal of Alzheimer's Disease.
Os resultados foram uma grande surpresa e abrem possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos sem medicamentos e não-invasivos, explicou na quarta-feira o autor principal do artigo, Gary Arendash, da Universidade do Sul da Flórida.
Ele esperava que a exposição a aparelhos celulares aumentaria os efeitos da demência.
"Muito pelo contrário, esses ratos eram protegidos se a exposição aos celulares começasse no início da fase adulta. Ou se a exposição começasse depois de terem desenvolvido problemas de memória, ela revertia essa deficiência", afirmou Arendash em entrevista telefônica.
Os ratos foram expostos a ondas eletromagnéticas equivalentes aos emitidos por um aparelho celular na cabeça de um ser humano por duas horas diárias num período de sete a nove meses.
Ao final desse período, foi descoberto que a exposição aos telefones celulares eliminava o acúmulo da proteína beta-amilóide, principal indicador da doença de Alzheimer.
Os ratos com Alzheimer demonstraram melhora e reversão da patologia neurológica. Continuação...

