Leitores eletrônicos buscam sucesso, mas podem fracassar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 10:28 BRST
 

LAS VEGAS, Estados Unidos (Reuters) - Você se lembra do player de MP3 Dell DJ? Ou do organizador pessoal Sony Clié? É provável que dezenas dos leitores eletrônicos lançados na Consumer Electronics Show sigam o caminho desses aparelhos extintos, nos próximos 12 meses.

O Kindle, da Amazon, popularizou os leitores digitais e galvanizou um mercado estimado em alguns milhões de aparelhos ao ano, e diversas empresas, da Barnes & Noble ao Google, estão participando.

A feira de eletrônica da semana passada em Las Vegas mostrou muitos modelos novos chegando ao mercado, por parte de gigantes como a Samsung Electronics e empresas iniciantes elogiadas como a Plastic Logic, entre cujos investidores estão a Intel Capital e a Oak Investment Partners.

A seção de livros eletrônicos da CES esteve entre as mais movimentadas, com consumidores curiosos e compradores de terno lotando os estandes que exibiam aparelhos de todas as cores, e de marcas como Bookeen, Copia, Hanvon e Jetbook, muitas das quais desconhecidas.

Embora alguns dos leitores eletrônicos, como o Que, da Plastic Logic, e o Skiff, que conta com o apoio da Hearst, possam encontrar nichos e concorrer contra o Kindle, os analistas afirmam que simplesmente não existe espaço suficiente no mercado nascente para todos os novos concorrentes.

"Muitos aparelhos bonitos foram mostrados, mas no momento temos empresas demais disputando um mercado pequeno demais", disse Michael Gartenberg, analista da Interpret. "Preços altos, falta de conteúdo e funcionalidade de tarefa única significam que a maioria desses aparelhos fracassará, com o tempo."

O Kindle é visto como líder indiscutível do mercado, porque a Amazon não só vende o aparelho, mas também livros digitais. A empresa não revelou estatísticas de vendas, mas analistas estimam que o Kindle controle cerca de dois terços do mercado de leitores eletrônicos.

Mas a ascensão dos computadores tablet na CES, e um aparelho muito aguardado que a Apple deve lançar no final do mês, representam ameaça real para a Amazon, segundo os analistas.

 
<p>Dois leitores eletr&ocirc;nicos Kindle protegidos por capas M-Edge s&atilde;o submersos em &aacute;gua no International Consumer Electronics Show em Las Vegas, Nevada, no dia 8 de janeiro. O Kindle, da Amazon, popularizou os leitores digitais e galvanizou um mercado estimado em alguns milh&otilde;es de aparelhos ao ano. REUTERS/Steve Marcus</p>