Império de telecomunicações de Slim perde o brilho

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 11:21 BRST
 

Por Noel Randewich

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O magnata mexicano, Carlos Slim, pode ser um dos dois homens mais ricos do mundo, mas seu império de telecomunicações está perdendo parte do brilho.

Tecnologia, regulamentação e crescentes competidores estão pesando sobre a Telmex, o ativo principal dos ativos de telecomunicações de Slim, e o crescimento acelerado das vendas do grupo de comunicação celular América Móvil está perdendo força.

Slim, que adquiriu o monopólio de telefonia Telmex do governo em 1990 expandindo a empresa pela América Latina, está sendo cada vez mais desafiado pela gigante Televisa e por operadoras de TV a cabo menores.

Em um sinal de tempos difíceis para Slim, a Telmex, que já foi a joia de seu domínio empresarial, foi a única ação no índice de bolsa IPC, do México, a perder terreno no ano passado, caindo quase 25 por cento diante de apostas de investidores de que os lucros futuros da empresa vão retroceder.

Mesmo a América Móvil, que no Brasil opera sob a marca Claro, está perdendo brilho na América Latina enquanto enfrenta a espanhola Telefónica.

"Ele tem uma coleção de coroas e uma coleção de joias, mas qualquer companhia tem seu ciclo de negócios. A fase mais dinâmica dele passou", afirmou o consultor em telecomunicações Ernesto Piedras.

Mas o empresário de 69 anos ainda é uma força maciça a ser reconhecida na América Latina com sua operadora fixa Telmex International, crescente rede de lojas de varejo, banco Inbursa e empresas de infraestrutura.

Nos Estados Unidos, Slim tem participações na Saks e no New York Times e está em perfeitas condições para fazer uma busca mais intensa por empresas.   Continuação...

 
<p>Vista da sede da companhia de telefones mexicana Telmex na Cidade do Mexico no dia 7 de janeiro. Tecnologia, regulamenta&ccedil;&atilde;o e crescentes competidores est&atilde;o pesando sobre a Telmex, e o crescimento acelerado das vendas do grupo de comunica&ccedil;&atilde;o celular Am&eacute;rica M&oacute;vil est&aacute; perdendo for&ccedil;a. REUTERS/Daniel Aguilar</p>