January 11, 2010 / 1:24 PM / 8 years ago

Império de telecomunicações de Slim perde o brilho

5 Min, DE LEITURA

<p>Vista da sede da companhia de telefones mexicana Telmex na Cidade do Mexico no dia 7 de janeiro. Tecnologia, regulamenta&ccedil;&atilde;o e crescentes competidores est&atilde;o pesando sobre a Telmex, e o crescimento acelerado das vendas do grupo de comunica&ccedil;&atilde;o celular Am&eacute;rica M&oacute;vil est&aacute; perdendo for&ccedil;a.Daniel Aguilar</p>

Por Noel Randewich

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O magnata mexicano, Carlos Slim, pode ser um dos dois homens mais ricos do mundo, mas seu império de telecomunicações está perdendo parte do brilho.

Tecnologia, regulamentação e crescentes competidores estão pesando sobre a Telmex, o ativo principal dos ativos de telecomunicações de Slim, e o crescimento acelerado das vendas do grupo de comunicação celular América Móvil está perdendo força.

Slim, que adquiriu o monopólio de telefonia Telmex do governo em 1990 expandindo a empresa pela América Latina, está sendo cada vez mais desafiado pela gigante Televisa e por operadoras de TV a cabo menores.

Em um sinal de tempos difíceis para Slim, a Telmex, que já foi a joia de seu domínio empresarial, foi a única ação no índice de bolsa IPC, do México, a perder terreno no ano passado, caindo quase 25 por cento diante de apostas de investidores de que os lucros futuros da empresa vão retroceder.

Mesmo a América Móvil, que no Brasil opera sob a marca Claro, está perdendo brilho na América Latina enquanto enfrenta a espanhola Telefónica.

"Ele tem uma coleção de coroas e uma coleção de joias, mas qualquer companhia tem seu ciclo de negócios. A fase mais dinâmica dele passou", afirmou o consultor em telecomunicações Ernesto Piedras.

Mas o empresário de 69 anos ainda é uma força maciça a ser reconhecida na América Latina com sua operadora fixa Telmex International, crescente rede de lojas de varejo, banco Inbursa e empresas de infraestrutura.

Nos Estados Unidos, Slim tem participações na Saks e no New York Times e está em perfeitas condições para fazer uma busca mais intensa por empresas.

Lado a Lado

<p>Vista da sede da companhia de telefones mexicana Telmex na Cidade do M&eacute;xico no dia 7 de janeiro. Tecnologia, regulamenta&ccedil;&atilde;o e crescentes competidores est&atilde;o pesando sobre a Telmex, e o crescimento acelerado das vendas do grupo de comunica&ccedil;&atilde;o celular Am&eacute;rica M&oacute;vil est&aacute; perdendo for&ccedil;a.Daniel Aguilar</p>

Depois que os mercados se recuperaram no ano passado após a crise global, Slim tem um patrimônio de provavelmente 59 bilhões de dólares, colocando-o em pé de igualdade com o fundador da Microsoft, Bill Gates, pelo posto de homem mais rico do mundo, segundo o editor do site financeiro Sentido Comun, Eduardo Garcia, um respeitado veículo mexicano de acompanhamento de riquezas.

No México, onde as indústrias importantes são comumente controladas por uma ou duas famílias poderosas, as empresas administradas por Slim correspondem por mais de 30 por cento do valor do mercado acionário.

Com mais de 80 por cento de fatia de mercado, a Telmex continua como a maior operadora de telefonia fixa e de Internet do México, apesar da receita apresentar constante queda à medida em que congela os preços pelo 10o ano seguido para conter a perda de clientes.

Apesar de criar milhares de empregos e bilhões de dólares, Slim se tornou um ímã de críticas contra empresas poderosas e monopólios mexicanos.

"Estou muito orgulhoso", afirmou Slim a jornalistas em 2008. "É perverso pensar que países pobres não deveriam ter grandes empresas."

O presidente do México, Felipe Calderón, prometeu melhorar a competitividade em setores dominados por grandes empresas, mas o progresso tem sido muito lento.

Ao mesmo tempo, reguladores se recusaram a permitir que a Telmex oferecesse serviços de televisão, dando às operadoras de cabo uma vantagem.

Enquanto isso, a competitividade tem aumentado em ritmo constante na Colômbia, Argentina e México e se tornou intensa no Brasil à medida em que os mercados nesses países começam a amadurecer, afirmou o analista do BBVA, Andres Coello, na Cidade do México.

"Agora que não há muito crescimento, é mais fácil perceber a competição", disse Coello.

A América Móvil deve divulgar um aumento de 5,6 milhões de linhas celulares no quarto trimestre, previu o analista. Mesmo sendo um número considerável de clientes, ainda é 45 por cento menos que no ano anterior e marca a expansão mais fraca de quarto trimestre da empresa nos últimos sete anos.

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