Google nega que esteja deixando a China e tenta negociar

domingo, 17 de janeiro de 2010 11:23 BRST
 

Por Melanie Lee

XANGAI (Reuters) - O Google entra na segunda semana de confronto com o governo da China, em meio a especulações de que a empresa decidiu se retirar do maior mercado de Internet do mundo por conta de temores de ciberespionagem.

O Google informou na semana passada que estava avaliando sair da China depois de sofrer um ciberataque sofisticado em sua rede, que resultou no roubo de propriedade intelectual.

A empresa disse que não estava mais pronta a filtrar conteúdo em sua ferramenta de língua chinesa google.cn, e que tentaria negociar uma ferramenta de busca legal sem filtro, ou sair do mercado.

A maior parte dos filtros no google.cn ainda estava funcionando no domingo, embora os controles sobre algumas buscas, incluindo a repressão à Praça da Paz Celestial em 4 de junho de 1989, parecem ter se perdido.

O anúncio do Google chamou a atenção dos 384 milhões de usuários de Internet da China, o maior mercado do mundo, com blogs e a mídia local citando fontes não identificadas para dizer que o Google já havia se decidido a fechar seus escritórios na China.

O Google negou isso, dizendo que a empresa ainda está no processo de inspecionar suas redes internas desde o ciberataque ocorrido em meados de dezembro. O Google também disse que manterá conversas com o governo chinês nas próximas semanas.

A China tentou minimizar a ameaça do Google de partir, dizendo que havia muitas maneiras de resolver a questão, mas insistindo que todas as companhias estrangeiras, o Google incluído, devem aceitar as leis chinesas.

Washington informou que estava emitindo uma nota diplomática à China, pedindo oficialmente uma explicação pelos ataques.   Continuação...

 
<p>Uma flor &eacute; vista no logo do Google na sede da companhia na China, em Pequim, 15 de janeiro de 2010. O Google entra na segunda semana de confronto com o governo da China, em meio a especula&ccedil;&otilde;es de que a empresa decidiu se retirar do maior mercado de Internet do mundo por conta de temores de ciberespionagem. REUTERS/Alfred Jin</p>