10 de Fevereiro de 2010 / às 10:35 / 8 anos atrás

Vivo tem lucro e margens estáveis no 4o trimestre

SÃO PAULO (Reuters) - A Vivo, maior empresa de telefonia móvel do Brasil, teve lucro praticamente estável no quarto trimestre ante igual período de 2008, mas o resultado acumulado em 2009 mais do que dobrou.

A empresa, controlada por Telefónica e Portugal Telecom, teve lucro líquido de 221,6 milhões de reais de outubro a dezembro, queda de 0,2 por cento frente a igual período do ano anterior. O desempenho nos três últimos meses de 2009 inclui uma receita extraordinária de 69 milhões de reais relacionada a tributos.

Em todo o ano passado, o ganho mais do que dobrou, passando de 389,7 milhões para 857,5 milhões de reais.

"Conseguimos manter nossa participação de mercado praticamente estável, mesmo em um clima de competição mais acirrado", disse Lima a analistas e jornalistas.

O executivo destacou que, pela primeira vez na história da Vivo, a companhia conquistou market share por quatro meses consecutivos, de setembro a dezembro, encerrando o ano com quase 52 milhões de clientes, ou 29,75 por cento do total de usuários de celular no país.

A empresa teve receita líquida de 4,3 bilhões de reais nos últimos três meses de 2009, avanço de 1,2 por cento em relação ao quarto trimestre de 2008, apesar do aumento de 15,1 por cento no total de usuários em 12 meses até dezembro.

A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) encerrou o quarto trimestre em 26,1 reais, queda de 10,3 por cento na comparação anual e redução de 1,1 por cento sobre o terceiro trimestre.

Segundo o presidente da Vivo, depois de a companhia ter se dedicado a fortalecer a geração de caixa na primeira metade de 2009, o segundo semestre foi marcado por uma redução dos preços praticados pela empresa para enfrentar a concorrência.

Lima e a vice-presidente financeira da Vivo, Cristiane Barretto, enfatizaram a alta da receita com dados e outros serviços além da voz --que devem ser vetores da empresa.

"A receita da Vivo com Internet superou pela primeira vez a obtida com SMS e MMS no quarto trimestre", disse Barretto, citando as siglas para mensagens curtas de texto e multimídia, respectivamente, no celular.

Em 2009 como um todo, a receita líquida cresceu 3,4 por cento sobre o ano anterior, para 16,4 bilhões de reais.

O churn --clientes que deixaram a rede da Vivo-- ficou estável em 2,5 por cento nos três meses até dezembro e também nos 12 meses de 2009.

Os custos operacionais no quarto trimestre ficaram em 2,9 bilhões de reais, alta de 1,2 por cento sobre um ano antes. Em 2009, os custos totalizaram 11,1 bilhões de reais, avanço de 1,8 por cento.

EBTIDA

O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 1,4 bilhão de reais de outubro a dezembro, praticamente o mesmo registrado em igual intervalo de 2008. A margem se manteve em 32,7 por cento na mesma base de comparação.

No ano, o Ebitda totalizou 5,2 bilhões de reais, com margem de 31,9 por cento. Em 2008, a geração de caixa por essa medida ficou em 4,9 bilhões de reais, com margem de 30,8 por cento.

A companhia terminou dezembro com dívida líquida de 3,8 bilhões de reais, redução de 1,5 bilhão de reais frente a um ano antes.

A Vivo pretende investir 2,5 bilhões de reais em 2010, que se compara ao orçamento de 2,4 bilhões de reais de 2009.

O Conselho da empresa aprovou 834,5 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, com base no resultado apurado em 2009.

BLOCO DE CONTROLE

Uma das controladoras da Vivo, a Telefónica, estaria em negociações para aquisição da Telecom Italia, dona da operadora celular TIM, segundo notícias na imprensa italiana. Se confirmado, o negócio traria implicações ao mercado no Brasil.

"Temos acompanhado essas informações pelos jornais. Temos que desenvolver nossas ações independentemente do cenário acionário. Não deixamos isso interferir na nossa administração do dia-a-dia", disse o presidente da Vivo, Roberto Lima, ao ser questionado sobre o assunto, em evento promovido pela Apimec nesta quarta-feira.

Por Cesar Bianconi; reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.

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